Luke, I’m Your Father

2009 Outubro 15
por GDJ

O Weezer está a todo vapor com seu Raditude (2009). O álbum tem previsão de lançamento para 26 de outubro e já teve seu primeiro single lançado, “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To”.

Mas quando você pensa que as novidades param por aí, é que vem surpresas – às vezes, amedrontadoras. O novo cd da banda contará com a contribuição do Lil’ Wayne. Aliás, falando em parcerias, o Rivers Cuomo fará um dueto com a Katy Perry, mas desta vez é para o álbum dela.

E só para fechar este post, “I’m Your Daddy” será a segunda música a ser trabalhada pelo Weezer. A canção caiu na internet hoje e você pode baixá-la aqui.

Ela Sabe Do Que A Gente Gosta

2009 Outubro 13
por GDJ

Seja pela alcunha de Santigold ou Santogold, Santi White não pára. E, dessa vez, a companhia da garota é o Pharrell Williams e o seu NERD.

Os dois estão lançado uma música, “Soldier”, que servirá de trilha para o jogo Tony Hawk 2. A música é uma mistura de eletrônica, sintetizadores, rap, barulhos estranhos e uma letra que fica na sua cabeça.

(em caso de dúvidas, baixe aqui.)

O Que Que A Florence Tem?

2009 Outubro 13
por GDJ

Não tenho como negar, pra certos cantores eu realmente pago pau. E, definitivamente, a Florence And The Machine está neste seleto grupo.

Seja por “Postcards From Italy”, cover do Beirut, ou “My Boy Builds Coffins”, a voz da cantora me impressiona. Lungs (2009) pode não ser o disco mais inovador do ano, mas ganha de muita banda “consagrada”.

Agora, Florence Welch lança o seu quinto single, “You’ve Got The Love”, música que é originalmente do The Source. E mais uma vez, Florence mostra não ter só amor, mas uma voz que ainda me surpreende.

Ps.: Detalhe à fotografia do vídeo, que está impressionante.

Entrevista: Banda Gentileza

2009 Outubro 12
por GDJ

A história é a seguinte: Heitor, um jovem calouro, começou a cantar em festas da faculdade e uns amigos resolveram o acompanhar. Assim nasceu a Banda Gentileza, que hoje conta com seis integrantes, dois ep’s e um dos discos mais legais do ano.

Duvida? Bem, eu e as 949 pessoas que já baixaram o álbum não.

A Banda Gentileza começou de maneira muito despretensiosa, festas da faculdade e tudo mais. Vocês já pretendiam gravar disco, fazer turnê… ou foi tudo naturalmente?

Quando a gente fez as primeiras apresentações, a banda ainda não era algo oficial, não era um compromisso. Mas o resultado ficou tão bacana que a gente decidiu logo gravar um EP para divulgar as nossas músicas. Acabou dando certo. Foi essa gravação que fez com que a gente oficializasse a banda e começasse a fazer shows na cidade. Gravar um disco de estúdio, com um produtor profissional, sempre foi um dos nossos planos, mas sempre pareceu distante demais. Depois de dois EPs gravados ao vivo, a gente chegou à conclusão que precisávamos de um álbum mais caprichado. Felizmente, neste ano conseguimos nos organizar para gravá-lo. Acho que essa caminhada foi muito natural, mas sempre tivemos o desejo de fazer este álbum.

Aliás, todos os integrantes ainda trabalham em outras áreas. Como está sendo conciliar trabalho com shows?

É complicado mesmo. Para ensaiar, por exemplo, nos sobram as madrugadas. Não são raros os ensaios em que estamos todos com cara de sono. Viajar também é um problema. Dificilmente conseguimos conciliar dois shows no mesmo fim de semana. Isso porque todo mundo na banda trabalha o dia todo. Alguns precisam até fazer plantão durante o fim de semana. É meio chato isso, mas infelizmente não temos outra opção. Apesar da banda ser uma das nossas principais atividades, ela está longe de poder nos sustentar.

A banda já passou por algumas transformações, dentre elas a entrada de dois integrantes – Tetê e Artur – foi marcante. Como foi e o que levou o Gentileza a aderir o saxofone e o trompete?

Quando o Artur inventou de querer aprender a tocar trompete, imediatamente o convidamos para entrar na banda. Queríamos testar umas linhas, mudar alguns arranjos. Até porque a gente costumava ensaiar na casa dele e ficaria meio chato se não o convidássemos para participar. Já a Tetê surgiu quando a gente foi gravar o segundo EP. Pensamos em fazer um naipe de metais e sabíamos que ela tocava o saxofone. Gostamos do resultado e a Tetê acabou ficando em definitivo. E aí ela começou a namorar com o Diogo em definitivo.

De onde surgiu a expressão: “Valsambolerockaipira”?

[risos] A gente nem costuma usar essa expressão. Foi uma mistura de palavras que usei para resumir o som ali no Twitter. Ficou engraçado, mas acho que ainda faltariam alguns estilos ali no meio. Depois pensamos numa palavra maior.

O primeiro disco da banda é recheado de influências – vai desde o rock até o samba. O que vocês mais ouvem e que passa longe da sua playlist?

Olha, cada um ouve uma coisa diferente. O Artur se dedica aos sons étnicos – a cada hora ele descobre alguma coisa de algum canto do mundo, em particular do leste europeu. A Tetê é fã de rock moderninho, mas também é apaixonada por Beatles. O Diogo gosta de Pato Fu e de Queens of the Stone Age. Não sei o que o Diego anda ouvindo, mas sei que ele curte Led Zeppelin e Rage Against the Machine. O Emílio é mais da MPB, do jazz (ele construiu o seu próprio ukelelê com uma caixa de charutos!). E eu estou ouvindo agora Fela Kuti.

Uma das características mais legais da banda é inserir no rock, todo tipo de som nas músicas – o que deve desagradar a muito roqueiro conservador. Vocês se preocupam em seguir um estilo ou querem mais se divertir?

Pois então, a gente nem sabe que estilo seguir direito. Às vezes, alguém aparece com alguma linha melódica, algum riff e quando a banda se junta para montar o arranjo, cada um acaba dando uma ideia diferente. A gente também gosta de testar alguma coisa inusitada só pra ver como fica. Quando a gente gosta, acaba inserindo. Quando não nos agrada, descartamos. Enfim, dificilmente a ideia original de uma música é mantida.

Durante a gravação do primeiro álbum, houve uma grande participação do público, através dos chats e vídeos ao vivo. Como foi ter seu trabalho sendo visto e avaliado pelas pessoas?

No começo, não sabíamos se seria uma boa ideia, mas logo percebemos que foi uma experiência muito boa. Foi algo que se outra banda fizesse, com certeza a gente assistiria para matar a curiosidade. Sem contar que era muito bacana poder conversar com o pessoal que estava assistindo. Eles nos faziam perguntas e a gente respondia ali, ao vivo. No fim das contas, serviu para nos divertir, estreitar as relações com o público, além de divulgar a banda, já que a iniciativa fez com que houvesse repercussão em blogs, no site do Estado de São Paulo e até duas reportagens para TV.

Aliás, o disco foi produzido pelo Plínio Profeta – um dos grandes nomes do Brasil. Como é que foi essa mistura de influências e experiências?

A gente se deu muito bem com o Plínio. Ele trabalha muito tranquilamente, o que foi ótimo pois estávamos meio nervosos para entrar no estúdio. Além do mais, ele já trabalhou com diversos artistas dos mais variados estilos, ou seja, ele tem uma grande bagagem e muitas influências e referências. Era justamente alguém assim que a gente queria, alguém que pudesse entender nossa proposta, que pudesse dar uma unidade para o disco mesmo que ele tivesse músicas de estilos tão diferentes. Felizmente, acertamos na escolha. O Plínio foi essencial nesse processo e ficamos muito felizes e satisfeitos com o resultado.

Ser comparado ao Los Hermanos, ou qualquer outra banda, incomoda?

De forma alguma. Los Hermanos foi uma grande influência no início da banda. Mas acho que hoje em dia essa comparação acaba sendo meio preguiçosa, pois as nossas referências vão claramente além deles.

As composições também surgem de forma espontânea? Digo são feitas em grupo ou alguém se encarregado disso?

As composições são na maioria compostas por mim. Normalmente eu monto alguma estrutura de música e começo a pensar na letra. Para mim é meio complicado, costumo ficar algumas semanas para conseguir fazer uma letra. Fico martelando aquilo na cabeça até que as ideias vão saindo. Quando consigo concluir alguma coisa, mostro para a banda. Aí todo mundo começa a opinar, inventar um arranjo, mudar algumas partes. Às vezes fica completamente diferente daquilo que eu imaginava inicialmente para a música. Mas a gente só a finaliza quando todos ficam satisfeitos com o resultado. Outras músicas foram compostas pelo Artur e outra ainda pelo Jota, nosso ex-guitarrista. Em ambos os casos, eles chegaram com as músicas prontas, mas sempre com todo mundo metendo a mão na massa para fechá-las.

Um disco que você não viveria sem:

Gosto muito do “Relationship of command” do At the Drive-in.

Quais são os planos da banda e o que a gente pode esperar de lançamento para os próximos meses?

Os planos agora são de divulgar o disco assim que sair da fábrica. Com isso, queremos marcar shows em lugares que ainda não tocamos, alcançar novos ouvintes e tocar no Criança Esperança 2010. De lançamentos, em breve faremos um clipe e também uma linha de camisetas da banda.

E para terminar, uma pergunta cretina: de quem foi a ideia de botar Reginaldo Rossi em “O indecifrável mistério de Jorge Tadeu”?

[risos] Esse tipo de coisa surge de maneira natural. São citações espontâneas – tem até Spice Girls, Michael Jackson, Reginaldo Rossi, Titãs. Um dia em algum ensaio eu cantei isso e achamos engraçado. Acho que combinou com a música.

Como Acabar Com Uma Boa Música.

2009 Outubro 12
por GDJ

Lembra do Basement Jaxx?

Bem, eu espero que sim ou você terá que ler este post. Então, a novidade é a seguinte: “Scars” - música que dá nome ao álbum lançado este ano – acabou de ganhar um clipe. É, mas não vá comemorando não, porque o vídeo mais parece um descanso de tela do seu computador.

Quer dizer, até um descanso de tela anima mais.

Uma pena, a música era boa.

Quer Pagar Quanto?

2009 Outubro 10
por GDJ

A notícia é velha, mas o que vale é intenção. Certo?

Ok, nem tanto. Mas é em uma tentativa frustada de te comprar que aqui está o link de “Horchata”, música nova do Vampire Weekend.

Isso já compensou esse tempo que passei fora, né?

Afogue-se

2009 Outubro 6
por GDJ

Ter bandas como o The Clash, Jimi Hendrix e New Order como influências e fazer música eletrônica pode até parecer incoerências, mas para o 2020 Soundsystem não é.

O fato é que os caras começaram a carreira sendo dj’s. Ou seja, conseguem transformar qualquer heavy metal farofa em uma música da Britney - tá, exagerei.

Com poucas palavras mas um bom ritmo, o quarteto é especialista em distorções e ritmos contagiantes. Falling (2009) é o novo álbum e vem com músicas que podem embalar qualquer festa, como “Ocean”, o primeiro single do disco.

E Viva Os Barulhos Fantasmagóricos

2009 Outubro 4
por GDJ

Através de uma faixa bônus de Ok Computer (1997) que o Zero 7 ganhou espaço entre a mídia e, a partir de então, nunca mais saiu.

A dupla começou sua carreira nos meados dos anos 90 e os garotos ingleses são formados em engenharia do som. Tá, o que isso tem a ver com o som deles? A resposta é simples: muito experimentalismo, distorções e barulhos inimagináveis.

Yeah Ghost (2009) é quarto disco da banda e traz consigo influências do jazz, pop, indie e eletrônica. Com a participação de Martha Tilston nos vocais – a dupla raramente põe a boca no microfone, as músicas ficam mais suaves e harmônicas.

Tudo bem que o Zero 7 é daquele tipo de banda que qualquer barulho irritante se torna música, mas – pelo menos para mim – soou muito bem feito, produzido e encaixado.

Culpe O Mika

2009 Outubro 4
por GDJ

O Mika se tornou mundialmente famoso devido a sua inacreditável voz aguda.

Bem, quando a isso você não precisa se preocupar, tal voz ainda persiste em The Boy Who Knew Too Much (2009). Mas parece que todo aquele “brilho” pop do cantor libanês se foi. “Blame It On The Girls” é o segundo single do álbum e soou ser uma tentativa frustada de te animar.

Não só a música, mas todo o disco do cantor é enjoativo, cansativo e muito mais fraco que o Life in Cartoon Motion (2007). O Mika parece ter feito um álbum somente com um intuito comercial.

É, alguém tem que avisá-lo que há uma tênue linha entre ser o Mika e pagar um mico.

Quem Avisa…

2009 Outubro 3
por GDJ

Olha, não queria vir com aquele discurso careta mas… Quem avisa amigo é.

Uma das primeiras coisas que eu disse ao sair o “Good Girls Gone Bad” do Cobra Starship foi:

“Tem uma boa batida, um refrão que fica na sua cabeça e sem contar que depois que vazou uma sex tape da Leighton, a gente tá ficando cada vez mais que vidrado na vadia. Que venha mais um Britney louca. Deus queira.”

Ok, se você não saiu correndo atrás da sex tape da Leighton, leu muito bem a primeira frase: tem uma boa batida. É, mas como nego adora fazer uma cagada, tiveram a genial ideia de botar tudo em acústico.

É, pelo menos, a gente ainda tem uma letra sensacional pra curtir.