Arquivo da categoria ‘Opinião’

Na Privada…

Dezembro 21, 2008

Tudo tem dois lados da moeda, há sempre coisas boas que aparecerem por aí, mas tem coisas que eram melhor nem serem lançadas e que não agradaram a ninguém, quase ninguém ou somente a mim. Esse post de hoje vai estar uma merda, tanto no sentido do autor, como o conteúdo aqui contido, então pegue uma pá e seguimos em frente.

O Nove Mil Anjos poderia até ter lançado um disco melhor, mas eu queria mesmo era que a banda nem existisse. A banda do irmão da Sandy teve um péssimo primeiro disco que não trouxe nada de novo ao cenário nacional, lastimável. Mas pior do que fazer um péssimo cd de estréia, é fazer um péssimo sexto disco. O Guns And Roses lançou o Chinese Democracy que demorou quinze anos para ser feito, mas no primeiro minuto de audição já se sabe que não virá coisa boa.

Outra cantora que não soube ficar calada foi a Scarlett Johansson, a garota que é uma ótima atriz, se mostrou uma terrível cantora, mesmo tendo ajuda do cansagrado David Bowie e com composições do Tom Waits. Mas pelo menos a cantora já tinha nos avisado de como seria o disco pela capa, morto.

O CSS também ficou bem morto este ano. O segundo disco da banda, Donkey, mesmo com a MTV dando todo o apoio que a mídia pode dar, não houve reação do público. Quer dizer, quando a festa não está boa a gente vai embora.

Teve aqueles discos que se salvaram algumas músicas, mas também tinha bastante coisa que poderia ter ido para a descarga, como o Death Magnetic do Metallica, o Intimacy do Bloc Party, e tantos outros já que nada é perfeito.

Se ainda quiseres contar aquelas bandas que ou são odiadas ou amadas, pode entrar na lista de piores do ano, Black Kids com o seu Partie Traumatic, REM e o Accelerate. No fim das contas, fica tudo muito subjetivo, já que quem decide se o disco é bom ou ruim é o ouvinte. Exceto a Scarlett, porque aquele disco não tem salvação mesmo.

Bandas De 2008.

Dezembro 18, 2008

3. The Kills

O The Kills foi uma das grandes surpresas deste ano, com “Cheap and Cheerful” a banda conquistou um grande público e a atenção para o seu novo disco, o Midnight Boom. Sendo o centro das atenções, o Kills deitou e rolou com suas ótimas músicas: entre as minhas canções favoritas estão “U.R.A. Fever” e “Tape Song”, além da ótima e minha favorita: ”Black Balloon”. 2008 foi o ano do The Kills porque a banda se tornou predileta de muitos e o seu disco está em quase todas as listas de melhores do ano, nada mal para uma banda indie.

2. Coldplay
O Coldplay lançou o seu quarto disco este ano, o Viva La Vida or Death and All His Friends. Tudo bem que o cd não é tão genial assim e não possui nada de excepcional, a não ser duas músicas que rendem muito sucesso à banda, “Viva La Vida” e “Violet Hill”. “Lost” até que começou a emplacar só que não foi tão longe quanto as duas citadas. Além do mais, o Coldplay foi uma das bandas mais indicadas ao Grammy deste ano, com sete indicações. E como o Coldplay está tendo sucesso só por causa de duas canções, segundo lugar para ele.

1. Duffy
Duffy não dependeu de música nenhuma para fazer sucesso, quer dizer, “Mercy” foi o abre-alas para muitas outras canções da loira. Mas além da balada já citada, veio quatro outros singles: “Rockferry”, “Warwick Avenue”, “Stepping Stone” e “Rain In Your Parade”. O primeiro disco da cantora trouxe além destes sucessos comerciais, músicas que estão entre as melhores do ano como “Serious” e “I’m Scared”. Rockferry (2008) foi o disco de estréia de Duffy e ela acertou em cheio em todas as faixas. Resumo do ano de 2007 para a cantora foi: várias canções bem sucedidas, ficou rica, fez um mega hit e continua linda e loira.

Músicas De 2008.

Dezembro 17, 2008

3. Pharrell Williams, Santogold E Julio Casablanca – “My Drive Thru”

Três artistas novos se juntam e fazem um som, até aí nada demais, mas quando os três são talentosos só poderia dar uma boa música. “My Drive Thru” pode ser esquisita a primeira ouvida, só que você não irá agüentar e irá ouvir de novo, de novo, de novo… Quando menos perceber estará viciado. A música não erra ao apostar na eletrônica e por causa do Julio Casablanca (vocalista dos Strokes) ainda se percebe uma bateria ao fundo. A música que surgiu como forma de campanha ao All Star, que tem o seu modelo mais famoso, o Chuck Taylor, completando 100 anos. Como foram necessários três artistas para fazer uma boa música, terceiro lugar.

2. Estelle E Kanye West – “American Boy”
Estelle lançou seu segundo disco neste ano, o Shine. Você pode não ter ouvido qualquer outra música do cd, mas todos sabiam cantar ou pelo menos dançavam ao som de “American Boy”. A música tem participação do Kanye West, então todo mundo já poderia saber que viria algo que não iria descolar da sua cabeça. A música poderia até levar o primeiro lugar devido o sucesso, mas como a letra fica a desejar, contribui com o mundo materialista e em época de ano novo nós fingimos bondade e não queremos saber de roupas caras, então fica com a prata mesmo.

1. The Killers – “Human”
O The Killers lançou este ano o seu quarto disco, Day & Age. Muitos críticos podem ter detestado o disco, acabado com ele e entrado para a lista dos piores do ano, porém, todos foram unânimes em relação a um aspecto: “Human”. A música agradou a gregos e troianos e não há pessoa no mundo que reclamou do baixo contagiante da música. O clipe pode não ser tão criativo quanto o de “My Drive Thru”, mas é pelo fato de não precisar fazer parceria alguma para conseguir uma boa música, é que a banda fica na primeira posição. Só para esclarecer, eu gostei do disco do Killers.

Bandas Eletrônicas De 2008

Dezembro 16, 2008

3. Cut Copy

Considerando que algumas faixas do disco In Ghost Colours tenham sido lançadas em 2007, poderia até desconsiderar como uma das melhores bandas de eletrônica deste ano, só que acontece que a melhor música do disco foi lançada este ano, “Light And Music” e o disco só chegou às lojas, oficialmente, este ano. O trio australiano tem uma pegada oitentista com os seus teclados e sua semelhança ao A-ha. Mas o Cut Copy não estão parados no tempo, as batidas eletrônicas de “Feel The Love” e “Hearts On Fire” alegram qualquer trance ou festa jovem. Por mesclar o mais antigo como melhor da modernidade, bronze.

2. Black Kids
O Black Kids originalmente não é uma banda de eletrônica, na teoria, é mais uma banda que quer um revival dos anos 80 e toca rock. Só que na prática a coisa muda de figura, “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You” já virou um clássico dos Dj’s, “Listen To Your Body Tonight” já está alegrando algumas festas e “Hurricane Jane” já está se consagrando. Ou seja, três hits quase totalmente emplacados entre o público e que já conquistaram as melhores festas. As músicas do Black Kids não são feitas para fazer sucesso, fazem porque são contagiantes, digno da prata.

1. Hercules And Love Affair
Conseguir fazer uma boa base para uma música, que seja contagiante e que anime qualquer um é essencial. Mas, além disso, ter uma boa voz e conseguir cantar excelentemente bem, já se torna um pouco mais complicado. “Blind” tem tudo para se tornar um clássico da eletrônica, mas “Time Will” e “You Belong” não ficaram para trás. O disco todo é uma mistura de disco music, funk, house e tudo o que se inventarem por aí. As músicas do Hercules não se restringem às pistas de dança, podem conquistar os rádios e a todos que estão de ouvidos aberto a uma boa mistura.

Bandas Inovadoras De 2008.

Dezembro 15, 2008

3. Fleet Foxes
O grito desesperado do Fleet Foxes pela volta dos anos sessenta ecoou em qualquer lugar do mundo. Os violões e a simplicidade de suas músicas embalaram qualquer casal apaixonado e qualquer encalhada. Suas músicas são feitas para se relaxar e bem produzidas agradaram a crítica e ao público. O primeiro álbum do Fleet Foxes já entrou na lista de várias revistas musicais e em todas, a banda estava entre os cinco melhores discos do ano. É por fazer um disco com base no passado, conquistar o presente e ainda olhar para o futuro próspero, que o Fleet Foxes fica com o bronze.

2. Vampire Weekend
Misturar reggae e música clássica não é algo tão inovador atualmente, mas da maneira feita pelo Vampire é sim. O som feito pelo grupo tem influência africana, mas nada tão clichê quanto Bob Marley, já o som influenciado pela música clássica não faz a música ficar chata e não tem a mínima ligação com a ópera. O resultado de toda a mistura do Vampire lembra bastante algo feito pelo Gilberto Gil. Pelo fato de ter usado as influências menos clichês e inventar um estilo musical próprio, o Upper West Sid Soweto, que o Vampire fica com a prata.

1. Glasvegas
O Glasvegas utilizou todas as referências possíveis de bandas antigas, como Joy Division, Elvis Presley, U2 e tantas outras e as contextualizou. Usar de referências é fácil, trazer uma modernidade a algo antigo é o problema. Se ouvir o disco da banda, você notará a presença de arranjos sintetizadores dos anos 60, mais especificamente o teclado. Instrumento que não é utilizado pelas tradicionais bandas de rock há muito tempo e foi por fugir de influências comuns, usar instrumentos estranhos e  modernizar o som dos anos 80 é que a banda merece o ouro.

Bandas Pop De 2008.

Dezembro 14, 2008

3. MGMT

O grupo americano lançou disco no ano passado, mas só chegou a fazer sucesso em 2008. Quer dizer, só “Kids” chegou ao primeiro lugar de alguma parada musical, mas ”Time To Pretend”, “Electric Feel” e “The Youth”, conquistaram o coração do público alternativo louco por algum experimentalismo e isso o MGMT supriu essas necessidades muito bem. A dupla circula entre as principais apostas do mundo, ainda não alcançou a maior parte do público, mas quem já ouviu a banda garante que é bom e não desgruda mais. Como toda boa banda pop faz uma música não desgrudar da sua cabeça, bronze para o MGMT.

2. Katy Perry
A garota ficou semanas no primeiro lugar de quase todas as listas do mundo com “I Kissed A Girl”. Além de ter embalado várias festas que você deve ter ido. Tudo bem que ela não repetiu o feito com “Hot N Cold”, mas a canção quase chegou lá. Ou seja, Katy conseguiu fazer duas das músicas mais ouvidas de todo o ano e até mesmo a Rainha do Pop notou o seu sucesso e deu a sua aprovação. Vale lembrar também que “I Kissed A Girl” ficou várias semanas no primeiro lugar. Só isso já era o suficiente para dar a ela o segundo lugar.

1. The Ting Tings
Não basta ganhar a benção de alguém para chegar ao topo. Temos que ser melhores e tomar o trono do superior, essa foi a metodologia adotada pelo Ting Tings. A dupla britânica tirou “4 Minutes” de Madonna do primeiro lugar da BBC e colocou “That’s Not My Name”. Além do hit já citado, a dupla ainda  alcançou sucesso com mais três singles, entre eles estão ”Shut Up And Let Me Go” e “Be The One”. O disco, We Started Nothing, também foi um sucesso absoluto, vendendo mais de 350 mil cópias somente nos EUA e Inglaterra. Resumo da obra: todo mundo foi obrigado a ouví-los nas rádios, festas e ser chamado de Stacey.

Revelações De 2008

Dezembro 13, 2008

3. Lady Gaga

A garota surgiu do nada e já consolidou o seu nome entre um dos maiores do pop. Mas para chegar lá ela precisou de ajuda, Lady Gaga já cantou com New Kids On The Block em “Big Girl Now” e está presente no novo disco da Britney, o Circus. No seu primeiro disco, “The Fame”, Lady Gaga caiu nas graças da eletrônica e ficou presente nas principais pistas de dança com “Just Dance”, que tem participação do Colby O’Donis. A Lady pode até ter chegado aonde queria, mas ela contou com um monte de cavalheiros por trás para chegar a tão sonhada fama, portanto, nada mais justo que um simples bronze.

2. Ida Maria
Ida foi mais inteligente que Gaga, enquanto a Lady usava de outros para se promover, Ida Maria usa da putaria para alcançar a fama. No seu disco de estréia, Fortress Round My Heart, Ida canta sobre tudo o que bem entende, fala o que quer e faz um hino: “I Like You So Much Better When You’re Naked”. O som feito por Ida remete às bandas de punk só que feliz, algo como Blondie. Ida Maria se dá bem fazendo músicas rápidas e animadas como “Queen Of The Word” e “Forgive Me”, mas também se sai bem em baladinhas românticas como “Keep Me Warm”. Ida consegue ser versátil e mostra isso no primeiro disco, merece ficar com o segundo lugar.

1. Adele
Inicialmente, Adele foi muito, mas muito comparada com Amy Winehouse, embora Adele pertença a vanguarda e não use ritmos quebrados como a louca, ela foi chamada de “nova Amy Winehouse”. Com seu primeiro disco, 19, todos os estereótipos possíveis foram massacrados. Adele embora com apenas 20 anos, soube usar a sua potente voz e fazer incríveis baladas românticas, como “Chasing Pavements” e “Make You Feel My Love”. As influências de jazz e soul para Adele soaram muito bem e ela ainda conseguiu se animar em “Tired”. O resultado de todo o trabalho de Adele foi a consagração entre o público, com mais de um milhão de cópias vendias e entre a crítica, com 4 indicações ao Grammy. Tá bom demais para uma iniciante.

Por 1,99

Dezembro 11, 2008

Proporcional ao surgimento de uma nova banda, é uma expressão a ser utilizada para definir o som feito por ela. Desde que Caetano Veloso veio ao mundo com o seu primeiro disco, Domingo (1967), que toda a crítica da época já o rotulou como Tropicália. Na verdade, ninguém entendia muito bem o que seria o movimento, qual a sua base e sua ideologia, porém, todos já o chamavam de tropicalista e pronto.

As denominações para um movimento são muitas, elas podem ser feitas através da música feita, do modo que a banda se comporta ou até mesmo através da aparência do grupo. Led Zeppelin e Bon Jovi são duas bandas que não possuem nada em comum, enquanto o primeiro usava todo o experimentalismo possível, o segundo cantava baladas românticas, vide “Livin’ On A Prayer”.  A única semelhança entre as duas bandas foi o movimento, ambas são rotuladas como Glam Rock. O estilo surgiu nos anos 70, com bandas extravagantes, cabelos enormes e tinha até bandas que se vestiam de mulher.

Mas o pior não é ser rotulado, tem gente que não gosta mas pelo menos, você aprende a viver com aquilo e tudo bem. O problema é quando o rótulo acaba lhe podando, por exemplo, o Hard Rock, o estilo é basicamente feito de guitarras extremamente fortes e uma bateria. Nada mais do que isso, se você tentar inovar muito, os fãs te apedrejam e você é expulso do estilo, exemplos para o estilo não faltam, desde Metallica até Scorpions.

Chega a ser cômico ver bandas que não tem nenhuma semelhança musical, ou até mesmo que não se gostam, fazerem parte do mesmo “estilo”. Por exemplo, o Blur e o Oasis, duas bandas consagradas que se odiavam abertamente, porém ambas eram consideradas do movimento britpop. Podia citar o emo, a new wave e tantos outros estilos que circulam, ou circulavam, pela imprensa, mas no fundo é tudo música e convenhamos, que música por música, eu só prefiro ouví-las.

Felicidade Não Leva A Nada

Dezembro 8, 2008

Nós, os meros mortais, podemos ver a tristeza como um dos piores sentimentos do mundo. Obviamente, detestamos ficar para baixo e sempre queremos estar sorrindo e sem nenhum motivo aparente.  Porém, para os cantores a teoria tem que ser inversa, quanto mais depressivo você estiver, melhor.

A minha tese (sem nenhuma comprovação científica e com base no “achômetro”) consiste no seguinte fato: quando os artistas estão nas suas piores fases possíveis, eles produzem os melhores discos que podem. Vamos aos exemplos. No ano de 1971, o Fleetwood Mac estava quase acabando e foi aí que o produtor criou outro Fleetwood sem nenhum dos integrantes originais para ver se o grupo funcionava, porém os membros antigos não aceitaram a  nova banda. Depois da confusão com o produtor, houve uma confusão entre os integrantes: ficaram dois casais, que começaram a se pegar (um cantor pegava a mulher alheia e vice-versa). E foi em meio a essa suruba que nasceu Rumors (1977), um dos discos mais vendidos de todos os tempos.

The Open Door (2006), não tão consagrado mas um bom disco para os fãs do Evanecence também nasceu em meio a confusão. A música feita por Amy Lee para o filme As Crônicas De Nárnia foi rejeitada, a vocalista ainda processou o seu empresário por assédio sexual, o guitarrista teve um acidente vascular cerebral e ainda para completar a merda, o baixista da banda saiu. Resultadado: The Open Door vendeu sete milhões de cópias e ficou mais de cem semanas entre os mais vendidos.

Amy Winehouse (já estou cansando de falar da louca) tinha acabado de levar um pé na bunda do namorado e viu nas bebidas a sua salvação. A cantora ganhou nessas um vício, o hit “Rehab” e um disco, Back To Black (2006) vendeu mais de dez milhões de discos. Levar pé na bunda é muito bom mesmo, a cantora Pink, terminou o seu casamento e lançou o Funhouse (2008), que em menos de seis meses já ficou no primeiro lugar de quatro países.

Problemas de bebida e drogas ajudam bastante a fazer um disco, com o Black Sabbath pelo menos ajudou. Durante a produção de Never Say Die! (1978), Ozzy Osbourne estava bebendo mais que nunca e se drogando também, até que chegou o ponto que nem mais a própria banda agüentou e despediu o cara. A sorte foi dupla para o Black porque o último cd de Ozzy ganhou disco de ouro e o primeiro com Ronnie James Dio nos vocais foi duplo de ouro.

Eu ainda posso citar o Back In Black do AC/DC ou outros discos… Mas, sabe? Eu já estou tão triste com essas histórias que acho que ficarei por aqui mesmo, a depressão está batendo, acho que vou escrever algo.

“Imagem É Tudo, Sua Cabeça Não Tem Nada”

Dezembro 6, 2008

O layout do blog mudou e da mesma forma que essa bagaça se transformou, a imagem de muitos cantores também foi alterada com o tempo. A cantora Beyoncé era vista, no início de sua carreira, como uma garota talentosa de um girl band, o Destiny’s Child. Com o tempo, ela se encorpou, transformou em cantora de pop misturado ao hip hop, ao lado de Jay-Z. Agora, em seu novo disco, Beyoncé tenta partir ao R&B e anseia se tornar uma diva do estilo.

Outro cantor que se alterou bastante foi o Justin Timberlake. O cara era o queridinho das mamães na época do Clube do Mickey, se tornou o estranho da sua boy band, o N’Sync. Atualmente, Justin é o terror das mamães, no qual as filhas taradas correm atrás do garoto como cães atrás do osso. Katy Perry, embora esteja em início de carreira, começou como cantora de Igreja se chamando de Katy Hudson, depois acabou com toda a religiosidade, pegou uma garota e ficou famosa. Aliás, a Igreja é um ótimo local para se começar uma banda, o Evanescence também teve sua história entrelaçada com Cristo e hoje faz um metal quase pecador.

As pecadoras do pop também se transformaram muito, Amy Winehouse já foi saudável, Madonna já foi de um tudo até a Virgem e Christina Aguilera, também fez parte do Clube Do Mickey, cantou em espanhol e depois chegou aos marinheiros do anos 40 e de lá não saiu mais.

O tempo também foi implacável para o rock e muitos rockstars mudaram da água ao vinho ou o do vinho a água. Assim que o Nirvana acabou, o Dave Grohl seguiu o seu caminho, cortou o cabelo e fundo o Foo Fighters. A história do Simple Plan também é cheia de mutações, a banda já se chamou Reset e era de rock, depois eles reiniciaram a carreira como emos e hoje caíram na rock eletrônico. Quando Ian Curtis morreu, os integrantes do Joy Division ficaram sem rumo, mas mais felizes e fundaram a dançante New Order.

Vivemos em constante transformação, algumas positivas outras não, o Great Dj não poderia ficar parado no tempo.