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Entrevista: Sabonetes

Outubro 27, 2009

Eles faziam Comunicação Social na UFPR, mas acabaram parando nos palcos e sendo uma das bandas mais comentadas do país.

Sabonetes foi formada em Curitiba por quatro garotos no ano de 2004. Atualmente, a banda conta com um ep lançado, Descontrolada (2008), e um disco no forno, que será lançado ainda este ano.

A banda já passou por algumas modificações na sua formação – como os baixistas Salim Oh e depois o Rodrigo. Como a banda lida com essas alterações e como estas têm influenciado nas músicas?

Exige um período de adaptação, a começar pela busca pelo integrante novo. Mas lidamos da melhor maneira com isso, naturalmente. Perde-se quando alguém vai embora mas sempre há um ganho com uma nova pessoa a bordo.

No Myspace, a banda se define como:
“Essa esquizofrenia reflete o ritmo de uma nova geração. São pessoas que se permitem não ter preconceitos. Que gostam do disco-punk nova-iorquino e da nossa bossa nova.”
Pra vocês, de maneira geral, o rock brasileiro está antiquado e um tanto quanto sem inovação?

Este trecho, na verdade, não fala necessariamente da banda, mas fala também. Ele se refere ao fato de a gente gostar e escutar muitas coisas diferentes, desde Cartola até MGMT, passando por B52’s, o que se percebe em cada vez mais pessoas hoje.

Sobre o rock brasileiro, existem muitas bandas boas! Ficaria horas escrevendo nomes de bandas aqui e com certeza esqueceria vários nomes de bandas legais. O que está sem graça é a música que circula no mainstream. Poucas coisas realmente são legais. O que está sendo feito de mais legal e rico está no underground. Costumo dizer que estes são os verdadeiros artistas. São pessoas que tem que ser virar em trinta pra conseguir pagar o aluguel, mas mantém sua arte. Sua banda.

A banda assume ser influenciada pelo rock gringo, até mesmo fará um show tocando músicas do Franz Ferdinand. Além do Franz, que outros grupos fazem a cabeça de vocês?

Na verdade escutamos mesmo os discos mais velhos. A gente nunca cansa dos clássicos. Muito Beatles, Clash, Hendrix. E muita música brasileira. Clube da Esquina é magnífico. E o ultimo disco do Otto está fantástico.

A banda costumava postar vídeos com a agenda do mês – a última foi em julho. O que houve? A agenda ficou muito cheia pra caber no Youtube?

Cara… houve a nossa mudança pra São Paulo. Muita correria. Mas prometemos reviver as Video Agendas muito em breve.

Sair do rock cru que vocês faziam no início da carreira e deixar as músicas mais pop, foi por motivos comerciais ou uma transformação natural?

A nossa música é a mesma. Talvez confundam um pouco o fato de que agora elas estão melhor gravadas, com mais qualidade, com maior esmero no arranjo, o que com certeza deixa o som menos cru. A única mudança por motivo comercial que me recordo foi quando o Caja cortou o cabelo pra participar de um comercial de uma faculdade. Tirou uns trocos pro aluguel.

Em 2008, Sabonetes lançou o ep Descontrolada, três músicas que tiveram grande repercussão na web e foram gravadas em apenas oito dias com produção do Tomás Magno. Como aconteceu essa parceria e ela continuará para o álbum?

Fomos apresentados ao Tomás através do Dary Jr, vocalista do Terminal Guadalupe e que havia gravado um álbum em 2007 com uma sonoridade inédita em Curitiba. Queríamos aquilo pra gente, entramos em contato e assim aconteceu tudo. O álbum também foi produzido pelo Tomás e estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado.

O Sabonetes postou ultimamente um vídeo com os bastidores de “Nanana”. Como é que foi a produção do clipe e quando ele será lançado oficialmente?

Houve algumas mudanças de planos. Vamos lançar o clipe de “Quando ela tira o vestido”. Ele foi produzido por nós mesmos e alguns amigos. Deve entrar no ar em menos de uma semana.

O primeiro cd está previsto para dezembro, certo? O que a gente pode esperar deste álbum?

Eu espero que vocês gostem. A gente gostou muito. Apesar de ser uma coletânea das melhores canções que escrevemos nestes 5 anos de estrada, o disco tem uma identidade. Conseguimos traduzir em 11 faixas o que a banda é hoje.

E o que você pode adiantar sobre esse disco?

Tem uma arte linda, cara! Feita por @janaralopes.

Um álbum que você gosta muito.


London Calling do Clash, vale?

Então, pergunta básica: qual é a verdadeira história sobre o nome Sabonetes e qual foi a história mais cabulosa que vocês já inventaram?

A história verdadeira é a total despretensão. Começamos a tocar por diversão e colocamos um nome de brincadeira. A diferença é que agora a gente acredita na brincadeira e vive essa diversão. Já inventamos várias histórias, cara. Algumas são bem boas, outras nem tanto. Posso contar algumas delas quando a gente se cruzar em algum bar, combinado?

Ps.: É, a entrevista foi feita já tem um tempo e a banda liberou hoje o clipe de “Quando Ela Tira o Vestido”. Confira aqui:

Entrevista: Banda Gentileza

Outubro 12, 2009

A história é a seguinte: Heitor, um jovem calouro, começou a cantar em festas da faculdade e uns amigos resolveram o acompanhar. Assim nasceu a Banda Gentileza, que hoje conta com seis integrantes, dois ep’s e um dos discos mais legais do ano.

Duvida? Bem, eu e as 949 pessoas que já baixaram o álbum não.

A Banda Gentileza começou de maneira muito despretensiosa, festas da faculdade e tudo mais. Vocês já pretendiam gravar disco, fazer turnê… ou foi tudo naturalmente?

Quando a gente fez as primeiras apresentações, a banda ainda não era algo oficial, não era um compromisso. Mas o resultado ficou tão bacana que a gente decidiu logo gravar um EP para divulgar as nossas músicas. Acabou dando certo. Foi essa gravação que fez com que a gente oficializasse a banda e começasse a fazer shows na cidade. Gravar um disco de estúdio, com um produtor profissional, sempre foi um dos nossos planos, mas sempre pareceu distante demais. Depois de dois EPs gravados ao vivo, a gente chegou à conclusão que precisávamos de um álbum mais caprichado. Felizmente, neste ano conseguimos nos organizar para gravá-lo. Acho que essa caminhada foi muito natural, mas sempre tivemos o desejo de fazer este álbum.

Aliás, todos os integrantes ainda trabalham em outras áreas. Como está sendo conciliar trabalho com shows?

É complicado mesmo. Para ensaiar, por exemplo, nos sobram as madrugadas. Não são raros os ensaios em que estamos todos com cara de sono. Viajar também é um problema. Dificilmente conseguimos conciliar dois shows no mesmo fim de semana. Isso porque todo mundo na banda trabalha o dia todo. Alguns precisam até fazer plantão durante o fim de semana. É meio chato isso, mas infelizmente não temos outra opção. Apesar da banda ser uma das nossas principais atividades, ela está longe de poder nos sustentar.

A banda já passou por algumas transformações, dentre elas a entrada de dois integrantes – Tetê e Artur – foi marcante. Como foi e o que levou o Gentileza a aderir o saxofone e o trompete?

Quando o Artur inventou de querer aprender a tocar trompete, imediatamente o convidamos para entrar na banda. Queríamos testar umas linhas, mudar alguns arranjos. Até porque a gente costumava ensaiar na casa dele e ficaria meio chato se não o convidássemos para participar. Já a Tetê surgiu quando a gente foi gravar o segundo EP. Pensamos em fazer um naipe de metais e sabíamos que ela tocava o saxofone. Gostamos do resultado e a Tetê acabou ficando em definitivo. E aí ela começou a namorar com o Diogo em definitivo.

De onde surgiu a expressão: “Valsambolerockaipira”?

[risos] A gente nem costuma usar essa expressão. Foi uma mistura de palavras que usei para resumir o som ali no Twitter. Ficou engraçado, mas acho que ainda faltariam alguns estilos ali no meio. Depois pensamos numa palavra maior.

O primeiro disco da banda é recheado de influências – vai desde o rock até o samba. O que vocês mais ouvem e que passa longe da sua playlist?

Olha, cada um ouve uma coisa diferente. O Artur se dedica aos sons étnicos – a cada hora ele descobre alguma coisa de algum canto do mundo, em particular do leste europeu. A Tetê é fã de rock moderninho, mas também é apaixonada por Beatles. O Diogo gosta de Pato Fu e de Queens of the Stone Age. Não sei o que o Diego anda ouvindo, mas sei que ele curte Led Zeppelin e Rage Against the Machine. O Emílio é mais da MPB, do jazz (ele construiu o seu próprio ukelelê com uma caixa de charutos!). E eu estou ouvindo agora Fela Kuti.

Uma das características mais legais da banda é inserir no rock, todo tipo de som nas músicas – o que deve desagradar a muito roqueiro conservador. Vocês se preocupam em seguir um estilo ou querem mais se divertir?

Pois então, a gente nem sabe que estilo seguir direito. Às vezes, alguém aparece com alguma linha melódica, algum riff e quando a banda se junta para montar o arranjo, cada um acaba dando uma ideia diferente. A gente também gosta de testar alguma coisa inusitada só pra ver como fica. Quando a gente gosta, acaba inserindo. Quando não nos agrada, descartamos. Enfim, dificilmente a ideia original de uma música é mantida.

Durante a gravação do primeiro álbum, houve uma grande participação do público, através dos chats e vídeos ao vivo. Como foi ter seu trabalho sendo visto e avaliado pelas pessoas?

No começo, não sabíamos se seria uma boa ideia, mas logo percebemos que foi uma experiência muito boa. Foi algo que se outra banda fizesse, com certeza a gente assistiria para matar a curiosidade. Sem contar que era muito bacana poder conversar com o pessoal que estava assistindo. Eles nos faziam perguntas e a gente respondia ali, ao vivo. No fim das contas, serviu para nos divertir, estreitar as relações com o público, além de divulgar a banda, já que a iniciativa fez com que houvesse repercussão em blogs, no site do Estado de São Paulo e até duas reportagens para TV.

Aliás, o disco foi produzido pelo Plínio Profeta – um dos grandes nomes do Brasil. Como é que foi essa mistura de influências e experiências?

A gente se deu muito bem com o Plínio. Ele trabalha muito tranquilamente, o que foi ótimo pois estávamos meio nervosos para entrar no estúdio. Além do mais, ele já trabalhou com diversos artistas dos mais variados estilos, ou seja, ele tem uma grande bagagem e muitas influências e referências. Era justamente alguém assim que a gente queria, alguém que pudesse entender nossa proposta, que pudesse dar uma unidade para o disco mesmo que ele tivesse músicas de estilos tão diferentes. Felizmente, acertamos na escolha. O Plínio foi essencial nesse processo e ficamos muito felizes e satisfeitos com o resultado.

Ser comparado ao Los Hermanos, ou qualquer outra banda, incomoda?

De forma alguma. Los Hermanos foi uma grande influência no início da banda. Mas acho que hoje em dia essa comparação acaba sendo meio preguiçosa, pois as nossas referências vão claramente além deles.

As composições também surgem de forma espontânea? Digo são feitas em grupo ou alguém se encarregado disso?

As composições são na maioria compostas por mim. Normalmente eu monto alguma estrutura de música e começo a pensar na letra. Para mim é meio complicado, costumo ficar algumas semanas para conseguir fazer uma letra. Fico martelando aquilo na cabeça até que as ideias vão saindo. Quando consigo concluir alguma coisa, mostro para a banda. Aí todo mundo começa a opinar, inventar um arranjo, mudar algumas partes. Às vezes fica completamente diferente daquilo que eu imaginava inicialmente para a música. Mas a gente só a finaliza quando todos ficam satisfeitos com o resultado. Outras músicas foram compostas pelo Artur e outra ainda pelo Jota, nosso ex-guitarrista. Em ambos os casos, eles chegaram com as músicas prontas, mas sempre com todo mundo metendo a mão na massa para fechá-las.

Um disco que você não viveria sem:

Gosto muito do “Relationship of command” do At the Drive-in.

Quais são os planos da banda e o que a gente pode esperar de lançamento para os próximos meses?

Os planos agora são de divulgar o disco assim que sair da fábrica. Com isso, queremos marcar shows em lugares que ainda não tocamos, alcançar novos ouvintes e tocar no Criança Esperança 2010. De lançamentos, em breve faremos um clipe e também uma linha de camisetas da banda.

E para terminar, uma pergunta cretina: de quem foi a ideia de botar Reginaldo Rossi em “O indecifrável mistério de Jorge Tadeu”?

[risos] Esse tipo de coisa surge de maneira natural. São citações espontâneas – tem até Spice Girls, Michael Jackson, Reginaldo Rossi, Titãs. Um dia em algum ensaio eu cantei isso e achamos engraçado. Acho que combinou com a música.

Entrevista: Pública

Setembro 12, 2009

Confesso não ser um bom entrevistador e, mesmo tendo consciência disso, criei coragem e resolvi sair do fundo deste poço e achar alguém que valesse a pena fazer um teste. Foi nessa que entrei em contato com o Pública.

O grupo de indie rock brasileiro surgiu em 2001, teve seu primeiro disco lançado em 2006 – Polaris – e neste ano vieram com tudo em Como Num Filme Sem Um Fim. A banda gaúcha foi minha cobaia e, gentilmente, 0 Pedro Metz (vocal) respondeu um questionário com algumas perguntas úteis – outras nem tanto – sobre o seu trabalho, suas influências, trajetória da banda e outras coisas.

GDJ: No Myspace, o Pública admite o incentivo do britpop na criação do grupo, mas já avisou que o grupo quer é criar o seu próprio som. Então, como a banda se formou e como as influências musicais são administradas na hora da criação das músicas?
Pedro: A banda se formou com esta influência do britpop muito forte. Com o passar do tempo fomos adicionando o que pessoalmente cada um de nós ouvia. E isso já dá um bocado de coisas, abrange todas as épocas e estilos. Mas claro que a veia brit ainda está muito presente, mas da nossa forma. Acho que neste segundo disco conseguimos moldar o nosso som. Na hora da criação das músicas não nos preocupamos com estéticas de fora, e sim como podemos tocar melhor a composição. Tem músicas que saem prontas, outras demoram meses.

GDJ: O Pública é uma das poucas bandas brasileiras a unir as guitarras com o piano. Como surgiu essa combinação e como ela é feita no estúdio?
Pedro: Surgiu porque bandas que admiramos muito, como Beatles, Radiohead, Supergrass, já utilizavam com categoria. Na verdade, até o rock clássico e o blues usam o piano. Acho bem natural e, no nosso caso, um dos diferenciais da banda. No estúdio variamos de piano para rhodes e wurlitzer, que são os chamados pianos elétricos.

GDJ: A banda sempre demonstrou apreço pelo vinil – seja pelo clipe de “Long Play” ou pelo nome da primeira turnê, “Salvem os Lp’s Tour”. Qual é a opinião da banda sobre as novas possibilidades de se ouvir música e como a banda tira proveito disso?
Pedro: Adoramos o vinil, mas não somos contra os outros tipos de formato. Eu nasci com o vinil e fita tape, passei minha adolescência com CD e agora sou um grande baixador de música. Usamos isso da melhor forma que estes meios têm nos proporcionado. Sempre distribuímos gratuitamente nosso conteúdo pela internet.

GDJ: A intenção ao fazer o Como Num Filme Sem Um Fim era de construir um disco mais pop – pelo menos é o que diz no Myspace. O que levou a banda a fazer tal modificação?
Pedro: Pop tem muitas conotações. O pop ao que nos referimos é o da música bem tocada, com uma produção cuidadosa, mas que mantenha esteticamente nossas idéias e ambições com nossa música. É pop mas é louco também, é cheio de surpresas.

GDJ: Aliás, falando do segundo disco de vocês, li que vocês ficaram um tempo trancafiados em um sítio em Três Coroas, Rio Grande do Sul. Como é que foi essa experiência e em que ela ajudou na produção do disco?
Pedro: Ajuda porque tu respira uma atmosfera diferente. Tu só pensa em música e em como tu pode fazer para melhorar o que tu está fazendo. Não tem tv, nem internet… é só comer, beber, dormir, tocar e produzir. Em Porto Alegre nunca conseguiríamos o nível de concentração que atingimos no sítio. E tem uma questão meio mística também, de se recolher num lugar especial, para fazer um disco… é demais!

GDJ: Com o lançamento do segundo disco, o Pública foi uma das bandas mais comentadas nos blogs de música. Como foi a reação da banda ao ver o som sendo tão falado e vocês se importam em serem rotulados, ou até mesmo julgado, pelos críticos?
Pedro: O primeiro disco, Polaris, também foi muito bem falado. Tirando comentários isolados, não temos notícia de alguém que tenha ‘descido a lenha’ no nosso trabalho. Eu me importo com a crítica, tanto de fãs quanto dos jornalistas. Fico pensativo quando leio algo negativo. Mas eu tenho tanta confiança no que fazemos que isso não é o principal. E quanto a ser rotulado, é uma questão de mercado mesmo, impossível de se fugir. Eu não gosto, mas até aceito, desde que haja uma coerência no rótulo.

GDJ: Pra vocês, é importante a aprovação dos fãs ou vocês buscam uma satisfação pessoal?
Pedro: Primeiro a pessoal, porque a música é muito uma coisa de acreditar no que se está fazendo. Se o artista tem dúvida o público percebe… mas a banda procura entender dentro do estúdio uma psicologia das pessoas que vão ouvir o nosso trabalho posteriormente. Então claro que a aprovação do público é fundamental.

GDJ: Vocês estão em turnê de divulgação do segundo álbum, certo? Então, queria saber como estão sendo estes shows e se há alguma mania que o grupo sempre faz antes de subir ao palco.
Pedro: Não há nenhuma mania, nem ritual… até porque tocamos em tudo que é lugar, as vezes nem tem camarim. Em geral os shows têm sido muito bons. Estamos constantemente avaliando nossas apresentações para irmos melhorando. Conseguimos ótimos resultados em teatros ultimamente, o que antigamente era uma grande dificuldade.

GDJ: No vídeo de “Casa Abandonada”, o Pedro Metz diz que a letra da canção surgiu de uma história ouvida em um bar. É verdade? O que serve de inspiração na hora de compor uma música?
Pedro: Neste caso é mentira. A minha declaração no clipe é só para contextualizar. Em geral tudo serve de inspiração: amigos, filmes, livros e a própria vivência. A melodia também sempre sugere uma palavra os duas que acabam por definir o caminho da letra. Sei lá, é muito instintivo.

GDJ: Depois de lançar “Casa Abandonada”, quais são os planos do Pública? O que a gente pode esperar: algum single, ep ou material de inéditas?
Pedro: Temos um projeto para o ano que vem, mas é algo que está no começo, mas que se sair do papel será muito bom para a banda. Mas não é disco de inéditas. Pretendemos trabalhar bastante este nosso segundo disco ainda, porque tem muitas músicas que dariam bons videoclipes. É provável que no mês de outubro a gente grave mais um vídeo para continuar esta divulgação.

GDJ: Para finalizar, qual disco você tem ouvido muito ultimamente e que você indica aos leitores?
Pedro: Peter Doherty – Grace/Wastelands e Blur, um ao vivo dos anos 90 muito foda.