Arquivo da categoria ‘Dicas’

Na Base Do Tudo Junto E Misturado

Setembro 20, 2009

Animando o seu domingo entediante, o Basement Jaxx não é só mais uma dupla britânica a fazer música eletrônica. Os garotos que adoram experimentar todos os barulhos possíveis, acabam de lançar seu quinto álbum, Scars (2009).

Constantemente comparados com o Daft Punk, Calvin Harris e tantos outros artistas que utilizam sintetizadores, o Basemente se mostra diferente de todos eles. O motivo é simples: parcerias. Só pra você ter ideia, o último disco da banda tem participação de gente como Sam Sparro, Yoko Ono e Santigold.

Os garotos são versáteis e utilizam de tudo um pouco: desde elementos de música africana até os tradicionais teclados.

Algo que, no mínimo, fará do teu domingo mais exótico.

Parado, Isso é o Phenomenal

Setembro 12, 2009

O The Phenomenal Handclap Band é uma das bandas hypes mais legais deste ano. Desde que lançaram seu primeiro álbum, The Phenomenal Handclap Band (2009), em meados deste ano, a banda só cresce na popularidade.

Agora, a novidade fica por conta do clipe de “15 to 20″. A música tem um “quê” de eletrônica, um vocal meio falado e ganhou um vídeo com uma bela fotografia e muito criativo.

O Phenomenal ainda usa e abusa do rock progressivo, das guitarras psicodélicas e qualquer outro barulho que lhe for conveniente, mas sempre em um alto-astral e um ritmo de tirar da depressão.

Com A Credibilidade Em Risco

Setembro 4, 2009

Não quero parecer precipitado, mas não consigo deixar de ver Alex Roots como uma das apostas para 2010.

Influenciada pelo pop, Alex começou a ter destaque com covers de grandes cantores, como em sua versões acústicas de “Time After Time” da Cyndi Lauper, “I’m Yours” do Jason Mraz ou “Don’t Speak” do No Doubt. Ou seja, Alex já mostrou um grande apreço por canções pop, com pitadas de eletrônicas e um tanto quanto versátil.

Ok, ela não é a melhor cantora revelação no mundo, mas não é pelo fato de apenas ser mais uma loira cantando pop que seu trabalho pode ser desprezado. O motivo é simples, ela tem voz – meio forçada, mas tem.

A garota inglesa acaba de ter seu primeiro disco, Adrenaline Rush (2009), na internet e será ele que fará de Alex um sucesso. Bem, ainda não o ouvi, mas caso ele seja uma decepção, desconsidere todo este post.

Eu Não Quero Ser Policarpo

Setembro 2, 2009

Eu sei que serei considerado um traidor da pátria, mas não deixarei o Inmigrantes passar em branco. O grupo é formado por dois irmãos gêmeos, Carlos e Pablo Silberberg, em 2004.

Os chicos argentinos fazem um som leve, com uma variedade de instrumentos, uma pitada pop e, é claro, tudo recheiado pelo rock. Turistas En El Paraíso (2006) é o primeiro álbum do Inmigrantes e, pra ser sincero, a dupla é quase que uma versão gringa do Bidê ou Balde.

Até agora os garotos não deram nenhum sinal de material inédito – desde o ano passado que o fotolog da banda não é atualizado, mas ainda dá pra conferir os clipes da banda no Youtube.

Ou seja, de música os argentinos se garantem, mas acho que não é nem preciso falar do futebol…

Só Mudou O Nome

Setembro 1, 2009

Eu demorei para ouvir e para reconhecer o trabalho do Julian Plenti, o pseudônimo do Paul Banks. É, o vocalista do Interpol trocou de nome e lançou um excelente primeiro álbum solo. Julian Plenti is… Skyscraper (2009) foi lançado em agosto deste ano, mas só veio parar em minhas mãos esta semana.

Ok, demorou mas valeu a pena. O fato é que Paul é do tipo de artista que não pára até fazer o acorde perfeito. Ou seja, você pode esperar muito experimentalismo, guitarras sobrepostas e um vocal estranho – mas incrível.

O legal deste trabalho solo do Paul é que ele nos mostra uma faceta mais leve, mais experimental e nem por isso menos melancólico ou com menos qualidade em seu trabalho. Muito pelo contrário, Julian se mostra mais maduro e com acordes bem definidos.

Ou seja, totalmente excelente.

Com Síndrome Do Joy Division

Agosto 22, 2009

Se o primeiro passo para a cura de um vício é admiti-lo, cá estou eu. Tenho a síndrome do Joy Division. Sim, falou que tal banda é influenciada pelo quarteto de Manchester, lá estou eu ouvindo as músicas. Foi assim com o White Lies, com o Glasvegas e agora é com o mais novo filhote da banda de pós-punk, o Project:KOMAKINO.

As semelhanças são grandes, Project:KOMAKINO também é um quarteto inglês que adora batidas constantes, um vocal bem grave e um clima oitentista. Além da influência assumida do Joy, o grupo diz se espelhar em bandas como Interpol e New Order.

O debut do grupo saiu este ano, The Struggle For Utopia (2009) conta com dez faixas, contando com um remix de “Syndrome” feito por Tom Furse. Admito que o grupo não possui tanta criatividade e não deve cair no gosto do público devido a falta de versatilidade.

Porém, para os órfãos do Joy, vale de um tudo.

Cotados

Agosto 11, 2009

Uma das bandas que vêm caindo no gosto popular é o The XX. Ouso dizer até que eles estão sendo o White Lies do momento. Quer dizer, só que desta vez sem a intervenção do Joy Division.

O grupo vem do Reino Unido e tem como carta na manga, além de um vocal feminino, o poder do experimentalismo. Ou seja, The XX é muito versátil, faz de uma mera pulsação de bateria, a melhor coisa que você já ouviu no mundo. Infelizmente, ainda não posso tirar conclusões do primeiro álbum deles, Xx (2009), mas é de se esperar coisas boas.

Sem contar que eles até dão uma de engraçadinhos, veja só o que eles consideram como suas influências:

Pois então que Mariah Carey morra de orgulho dos seus filhotes, porque taí uma banda que vem sido constantemente divulgados em blogs musicais e tem mérito.

Mark Está De Volta?

Agosto 11, 2009

Não, este não é o senhor Ronson, mas bem que parece, viu? Quem está com o debut super em alta, desta vez, é o Daniel Merriweather. O cantor é bastante conhecido no seu país de origem, a Austrália, e vem ganhando o mundo. Seu primeiro álbum chama Love And War (2009) e  foi produzido pelo Mark Ronsonpor isso há uma grande semelhança e motivos para tantos comentários.

Não é a primeira vez que ocorre tal parceria, Daniel empresta sua voz em “Stop Me” e agora ganha um cd recheiado de potenciais singles. Pra quem chegou a ouvir Version (2007), segundo disco do Mark Ronson, não vai ter surpresa nenhuma - até os arranjos são os mesmos.

Mas se você não chegou a ouví-lo, ou até mesmo ouviu e adorou - meu caso - vale a pena. Já aviso que é música pop, mas nem me olhe com cara feia, porque é quase impossível não gostar do novo vídeo do cantor, “Impossible” - HÁ, viva o trocadilho ridículo.

Não Na Mesma Idade

Agosto 6, 2009

O No Age apareceu para mim como uma banda de rock indie, com uma pitada de noise pop e influenciada pelo punk. Só que assim que a audição de Losing Feeling (2009) acabou, a dupla californiana não poderia ser mais classificada como somente uma banda indie.

O grupo ainda se baseia no rock, mas de uma maneira muito mais orgânica, dá até pra cantar em “Losing Feeling”. Sem contar que o arranjo de “Aim At The Airport” é muito bem produzido. Não tem como duvidar, o No Age cresceu muito, tanto em número de fãs como em qualidade. Mas não vá achado que eles se transformaram radicalmente não, porque eles ainda mantêm aquela boa essência rock com o “You’re a Target”.

Pra quem ainda duvida, cá está o link deste novo ep da banda.

Oh Yeah!

Agosto 5, 2009

Confesso estar tentando gostar de eletrônica. Quer dizer, gosto das batidas rápidas e dos refrões chicletões, mas não me ponha em uma rave com a mesma música durante horas que eu morro. E foi nesse processo de transformação que achei Life Is A Party (2009).

Pronto, era o disco perfeito: capa colorida e um nome que continha a palavra “festa”, parecia que, definitivamente, eu seria convertido num amante de Tiesto.

Que nada, Kennedy foi além.

Uma versão meio sem sintetizadores do 3OH!3, mas que insiste nas letras tolas, nos ritmos dançantes e clipes que tentam ser engraçados. Uma tentativa desesperada de ganhar ouvintes, Kennedy utiliza da disco music para te viciar e consegue – caso contrário, “Oh Yeah” já teria saído da minha cabeça.

O fato é que Kennedy cumpre muito bem a sua missão, animar as pessoas. Sua música é  uma mistura de Calvin Harris, Bee Gees e Daft Punk. Ok, nada muito comum, mas me tira de qualquer depressão.