Arquivo da categoria ‘Dicas’

sobre meninos e lobos

Novembro 27, 2009

Mesmo com doze álbuns lançados e um no forno, o Eels só conseguiu me conquistar com Hombre Lobo (2009). O último trabalho do grupo californiano contém doze faixas recheadas de indie rock, blues, acústico, rock e progressivo – isso porque é só um resumo.

Falando sobre morte, solidão e uma melancolia transcendental, a banda dirigida por Mark Oliver lançou um dos melhores trabalhos do ano e ninguém deu a menor bola.

Sempre abusando das guitarras distorcidas, o Senhor E. é uma mistura de Beck com Flaming Lips. Digo, é muito bom. Poucos discos este ano me fizeram ficar boquiaberto e, sem dúvida, Hombre Lobo foi um destes.

Agora, o Eels se prepara para lançar o 13º disco de sua carreira, End Times (2010) será lançado dia 19 de janeiro e promete ser tão emocionante quanto o deste ano.

Então só nos resta esperar e ficar dando replay em “Little Bird”. Confira o primeiro single lançado logo a seguir.

Me Dê O Motivo

Novembro 26, 2009

Dionne Bromfield

5 para amar…
- Amy, Amy, Amy…
Conhecida também como a sobrinha de Amy Winehouse, Dionne Bromfield é uma garotinha de apenas 13 anos que acabou de lançar o seu primeiro disco, Introducing Dionne Bromfield (2009). E digo uma coisa, ter boa voz é genético. Só pode.

- Soul
Assim como a tia, a praia de Dionne é o soul, não há dúvidas. A menina se sai muito bem cantando as doze faixas do seu cd. Aliás, vale lembrar que todas as músicas são regravações de clássicos do jazz – você também não queria que uma menina que mal saiu das fraudas escrevesse também, né?

- De brinde, uma banda
As duas únicas preocupações de Dionne são: sua voz e a cor da roupa de sua boneca. Digo, a garota tem uma boa banda a acompanhando e nenhum compromisso real com a música. Os arranjos são feitos pela banda, o que garante uma maior experiência e qualidade.

- A voz
Ok, já dei o merecido destaque à banda. Agora, é a vez da garota. Não, isso nem se parece com voz de uma menina de treze anos.

- A gente espera
Então, todo mundo sabe que criança que vira cantora acaba se desbandeirando na adolescência, certo? E juntando a propensão genética da família Winehouse… Taí um ótimo motivo pra ficar ligado na vida pessoal de Dionne.

E 1 para odiar…
- Mama Said
Todo artista é influenciado pela produção. Bem, com uma criança a situação é bem pior. Dionne está sempre assessorada por produtores, maquiadores e mil um empregados, sempre pra manter a aparência de criança feliz. É bem possível que não haja nem 10% de autenticidade da garota. Uma pena.

Me Dê O Motivo

Novembro 24, 2009

Estou de volta e isso merece uma sessão nova, certo? Então cá está “Me Dê O Motivo”.

Com erro de colocação de colocação pronominal e tudo mais, a coluna consiste no seguinte: são cinco motivos para você amar e um para odiar determinadas bandas, entendeu? Bem, lá vamos nós.

Telepathe

Ame porque…
- From Brooklyn

Atualmente, ser de Brooklyn é quase um atestado de qualidade. A dupla é uma típica banda do distrito: abusa da aparelhagem eletrônica, adora uma música para dançar, usa o wayfarer e tudo mais.

- Teclados
Só o fato de serem de Brooklyn já facilita bastante a relação com o objeto. É natural, é como o baiano com o batuque. Com o instrumento, Busy e Melissa fazem mil e uma artimanhas, “Devil’s Trident” não me deixa mentir.

- Inovação
Como as garotas não tentam emplacar um sucesso, elas não possuem nenhuma obrigação com as rádios. Ou seja, fazem tudo naturalmente e apenas com o intuito de fazer música.

- Dance Mother
Dançar, essa é a intenção do Telepathe. E elas levantam essa bandeira no nome do primeiro álbum e têm seus momentos de glória por tal característica.

- Sobreposição vocal
Não sei quanto à você, mas eu sou fã dessa técnica. Quero dizer, com moderação, é claro. E isso as garotas sabem fazer, vide “So Fine” e “Drugged”.

E um pra não detestar…
- São cansativas.
A fórmula e animação de “so fine, so fine, so fine, be mine” funciona nas primeiras audições, mas depois dá no saco. Duvida? Então tenta ouvir “Trilogy: Breath Of Life, Crimes And Killings, Threads And Knives”. São sete minutos de sofrimento, tortura e pensamentos suicidas. Porém, uma hora acaba e aí você tem a certeza de que vai pro céu.

Afogue-se

Outubro 6, 2009

Ter bandas como o The Clash, Jimi Hendrix e New Order como influências e fazer música eletrônica pode até parecer incoerências, mas para o 2020 Soundsystem não é.

O fato é que os caras começaram a carreira sendo dj’s. Ou seja, conseguem transformar qualquer heavy metal farofa em uma música da Britney - tá, exagerei.

Com poucas palavras mas um bom ritmo, o quarteto é especialista em distorções e ritmos contagiantes. Falling (2009) é o novo álbum e vem com músicas que podem embalar qualquer festa, como “Ocean”, o primeiro single do disco.

E Viva Os Barulhos Fantasmagóricos

Outubro 4, 2009

Através de uma faixa bônus de Ok Computer (1997) que o Zero 7 ganhou espaço entre a mídia e, a partir de então, nunca mais saiu.

A dupla começou sua carreira nos meados dos anos 90 e os garotos ingleses são formados em engenharia do som. Tá, o que isso tem a ver com o som deles? A resposta é simples: muito experimentalismo, distorções e barulhos inimagináveis.

Yeah Ghost (2009) é quarto disco da banda e traz consigo influências do jazz, pop, indie e eletrônica. Com a participação de Martha Tilston nos vocais – a dupla raramente põe a boca no microfone, as músicas ficam mais suaves e harmônicas.

Tudo bem que o Zero 7 é daquele tipo de banda que qualquer barulho irritante se torna música, mas – pelo menos para mim – soou muito bem feito, produzido e encaixado.

Anacrônico

Setembro 23, 2009

Saudades do tempo em que o Yeah Yeah Yeahs não usava tanto teclado e fazia um rock um pouco mais cru?

Seus problemas acabaram, o My First Earthquake está aqui para tapar qualquer saudade ainda existente. O quarteto de São Francisco além de usar o teclado com maior moderação, é adepto das distorções vocais e tem um “que” oitentista.

Outras influências da banda são: The Ting Tings, ABBA, Santigold e Cansei De Ser Sexy. Ou seja, uma clara mistura de indie rock com o pop.

Downstairs (2009) é o segundo cd do My First Earthquake e vem cheio de canções animadas, como “Clean Clean” e “Cool In The Cool Way”. Mas não é só de alegria, alegria que são feitas as canções. Há muito punk nesta mistura, caso de “Sweet From” e “Outta The Band”.

Enjoy

Setembro 20, 2009

Guitarras distorcidas, vocais melancólicos e uma garota comandando toda a baderna. É mais ou menos assim que o The Joy Formidable pode soar para você.

Formando em 2007, o grupo lançou seu primeiro disco este ano. A Balloon Called Moaning (2009) contém oito faixas e mostra que o trio é uma das grandes apostas para este ano. The Joy já foi comparado com gente como White Lies, The Maccabees e Red Light Company.

Só que nenhuma das bandas citadas fazem parte das referências do The Joy Formidable. Os grupos que realmente configuram entre os favoritos do trio são: Passion Pit, Happy Mondays e Darkest Hour.

Ok, mas não me pergunte aonde foi para a “alegria” das bandas citadas.

Na Base Do Tudo Junto E Misturado

Setembro 20, 2009

Animando o seu domingo entediante, o Basement Jaxx não é só mais uma dupla britânica a fazer música eletrônica. Os garotos que adoram experimentar todos os barulhos possíveis, acabam de lançar seu quinto álbum, Scars (2009).

Constantemente comparados com o Daft Punk, Calvin Harris e tantos outros artistas que utilizam sintetizadores, o Basemente se mostra diferente de todos eles. O motivo é simples: parcerias. Só pra você ter ideia, o último disco da banda tem participação de gente como Sam Sparro, Yoko Ono e Santigold.

Os garotos são versáteis e utilizam de tudo um pouco: desde elementos de música africana até os tradicionais teclados.

Algo que, no mínimo, fará do teu domingo mais exótico.

Parado, Isso é o Phenomenal

Setembro 12, 2009

O The Phenomenal Handclap Band é uma das bandas hypes mais legais deste ano. Desde que lançaram seu primeiro álbum, The Phenomenal Handclap Band (2009), em meados deste ano, a banda só cresce na popularidade.

Agora, a novidade fica por conta do clipe de “15 to 20″. A música tem um “quê” de eletrônica, um vocal meio falado e ganhou um vídeo com uma bela fotografia e muito criativo.

O Phenomenal ainda usa e abusa do rock progressivo, das guitarras psicodélicas e qualquer outro barulho que lhe for conveniente, mas sempre em um alto-astral e um ritmo de tirar da depressão.

Com A Credibilidade Em Risco

Setembro 4, 2009

Não quero parecer precipitado, mas não consigo deixar de ver Alex Roots como uma das apostas para 2010.

Influenciada pelo pop, Alex começou a ter destaque com covers de grandes cantores, como em sua versões acústicas de “Time After Time” da Cyndi Lauper, “I’m Yours” do Jason Mraz ou “Don’t Speak” do No Doubt. Ou seja, Alex já mostrou um grande apreço por canções pop, com pitadas de eletrônicas e um tanto quanto versátil.

Ok, ela não é a melhor cantora revelação no mundo, mas não é pelo fato de apenas ser mais uma loira cantando pop que seu trabalho pode ser desprezado. O motivo é simples, ela tem voz – meio forçada, mas tem.

A garota inglesa acaba de ter seu primeiro disco, Adrenaline Rush (2009), na internet e será ele que fará de Alex um sucesso. Bem, ainda não o ouvi, mas caso ele seja uma decepção, desconsidere todo este post.