Arquivo da categoria ‘CD’

Muse – The Resistance

Setembro 17, 2009

Nota: 4.0/5.0

Uma linha do tempo. Seria essa a definição mais apropriada para o quinto disco do Muse. The Resistance (2009) tem como ponto de partida o rock com sintetizadores do Black Holes And Revelations (2006) e termina sendo quase uma ópera e muito influenciado pela música erudita.

No geral, o disco é uma clara mistura entre rock, música clássica e uma certa admiração por composições épicas do Matthew Bellamy.

Quem abre o álbum é “Uprising”, até então nada que surpreenda. Visto que é quase uma continuação de “Starlight”, do disco antecessor, mantendo um ritmo forte, marcada pelo teclado e um bom refrão. “Resistance” mescla o hard rock com o piano – uma característica já conhecida da banda.

Mas até aí, nada me surpreendeu. Até que chegou “Undisclosed Desires”. A canção flerta com o pop, o clássico e o rock. Pretensioso? Sim, mas o resultado é radiofônico e algo muito parecido ao trabalho do Fort Minor. Então vem a épica “United States of Eurasia”, mostrando que o Muse ainda sabe usar um piano sem o deixar batido.

“Guiding Light” é de longe a mais fraca do álbum, uma das poucas que segue o mesmo ritmo durante os seus intermináveis quatro minutos, ou seja, não inova. Já “Unnatural Selection” e suas oscilações te conquistam em todo o percurso da canção, desde o vocal distorcido até o solo de guitarra.

“MK Ultra” e “I Belong to You/Mon Cœur S’ouvre à ta Voix” remetem aos primórdios do Muse. Seja pelo seu caráter apoteótico, seus arranjos mais bem elaborados e causam maior empolgação. Em seguida vem a trilogia: “Exogenesis: Symphony”. E é aí que as opiniões se dividem: uns acusam as canções de serem prolixas, outros vêem nelas qualidades inestimáveis.

Eu vi um puta disco sendo feito que, mesmo sendo mais fraco que Absolution (2003) e o Black Holes And Revelations (2006), possui músicas irresistíveis à qualquer ser humano.

Black Eyed Peas – The E.N.D. (The Energy Never Dies)

Setembro 15, 2009

Nota: 3.0/5.0

Sempre prezando por um bom ritmo e um refrão grudante, o Black Eyed Peas sempre foi considerado a ovelha negra do hip hop por fazer canções que não falassem de carrões, riquezas ou outras típicas canções do gênero – o que a revista Veja chamou de “hip hop paz e amor”, se eu não me engane.

É, só que parece que o grupo quis tirar as calças largas do hip hop e caiu nas graças da eletrônica. Sim, The E.N.D. (The Energy Never Dies) 2009 é um álbum feitas para as pistas de dança. E, para fazer um bom álbum do gênero, o grupo recrutou o David Guetta – um dos grandes nomes da dance music. O resultado foi um disco cheio de batidas quebradas, distorções vocais e uma incrível semelhança com o Daft Punk.

Vale lembrar que há uma diferença entre um bom single e uma boa música. Quer uma comparação ridícula? O É o Tchan! fez sucesso, mas daí dizer que dançar até a boquinha da garrafa é algo respeitável… Bem, o que eu quero dizer é que o novo álbum do BEP possui boas músicas comerciais, mas nada que supere Elephunk (2003).

Convenhamos, as letras do Black Eyed Peas nunca foram as mais filosóficas do mundo. Portanto, não espere pensar na vida, refletir na vida, mas quanto ao propósito principal – fazer você dançar – The E.N.D. cumpre sua missão muito bem. É fácil se imaginar dançando ao de “Rock Your Body”, “I Gotta Feeling”, “Out Of My Head” e “Alive”.

Sim, o disco possui bons hits, supera Monkey Business (2005) e tem canções que podem agradar à noite. Mas, que em repetidas vezes, me leva à exaustão e é muito fraco em relação ao terceiro álbum do BEP.

Arctic Monkeys – Humbug

Julho 31, 2009

Nota: 4.5/5.0

As listas de melhores discos do ano já estavam quase fechadas. Com muito esforço, reduziram todo o ano à dez disco. Descartaram o inútil, peneiraram tudo e lapidaram o bom senso. Até que veio o caos, mas se servir de consolo, foi um mal necessário.

Esse caos tem nome e vem de Sheffield, é conhecido sobre a alcunha de Arctic Monkeys. O quarteto inglês voltou com material inédito e pronto para levar ao delírio uma legião de fãs. Foi sob o comando de Josh Homme que nasceu o Humbug (2009). Você ainda ouvirá muito sobre este álbum e, com certeza, ele estará em muitas listas como um dos melhores do ano. A razão para tal é simples: qualidade.

O Arctic Monkeys mostrou que cresceu bastante em seu  terceiro álbum, seja pelas lições de casa dada pelo Josh Homme, ou pela experiência. O fato é que os arranjos estão sobrepostos, sombrios, mais próximo da psicodelia e, pode-se dizer, até mais calmos.

Chega até a ser perceptível a presença do vocalista do Queens Of The Stone Age, mas a identidade principal da banda continua intacta: rock. Os fãs podem até perguntar aonde estão as músicas mais agitadas, mas isso já não é culpa do produtor. Em 2007, com “505″, o Arctic já dava sinais de que não estava aí só pra fazer a gente dançar.

Para quem esperava grande mudanças, fica a decepção. Dá até para fazer algumas comparações, como “Dangerous Animals” sendo uma versão mais dark de “Fake Tales Of San Francisco”. O que não dá para passar em branco é “Secret Door”. Ela me conquistou à primeira ouvida e, escreva o que digo, é aquele tipo de canção que na hora do show, todo mundo balança um isqueiro.

As batidas regulares vêm em “Potion Approaching”, que poderia ser muito bem encontrada no Era Vulgaris do QOTSA. “The Fire And The Thud” e “Cornerstone” mostram uma lentidão e confesso que não me conquistaram tanto. E, mesmo ouvindo as duas canções várias vezes, elas ainda me soaram um tanto quanto desajeitadas, uma tentativa de balada inacabada, não sei.

Mas quanto a “Dance Little Liar” não há dúvidas: uma total volta ao psicodelismo, às guitarras distorcidas. A música é muito bem encaixada, explode na hora necessária e a voz de Turner está melhor do que nunca. “Pretty Visitors” foi a faixa que mais me deixou em dúvida: ela tenta ser experimentalista, flerta com o hard rock, varia constantemente e tenta agradar aos fãs que gostam da música agitada, só que não colou comigo.

Finalmente, vem “The Jeweller’s Hands”, a música começa normal, mas quando vem o solo - é melhor até sair de perto. Aliás, Jamie Cook foi o grande destaque deste disco. Nos dois primeiros álbuns, o cara mostrava que sabia tocar rapidamente, mas desta vez, Cook mostrou qualidade.

Admito que o álbum não contém nenhuma tão rápida e contagiante quanto “I Bet You Look Good On The Dancefloor”, mas não é por isso que perdeu a qualidade. Muito pelo contrário, o Arctic Monkeys mostra uma evolução, mais seriedade e arranjos com melhor elaboração.

Simplificando tudo: as listas de fim de ano terão que ser alteradas e o disco está foda.

Manic Streets Preachers – Jornal For Plague Lovers

Julho 11, 2009

Nota: 4.0/5.0

Tem bandas que começam a sua carreira em uma determinada época e parecem não sair mais de lá, o Manic Street Preachers é um claro exemplo, ainda sofre forte influências do rock oitentista. Não sei te dizer até que ponto isso é bom, mas no caso de Journal For Plague Lovers (2009), posso te dar certeza que tal fator não interferiu na qualidade do álbum.

O nono álbum da carreira do grupo tem causando mais impacto por causa da capa e das letras à sua música, uma pena. Saber que as letras foram deixadas pelo guitarrista Richey Edwards – desaparecido deste 1995 – chega a ser um detalhe bobo perto de “Doors Closing Slowly” e seu incrível solo de guitarra.

Importante é ver como o álbum foi bem produzido, as músicas devidamente alinhadas e a que a voz de James Dean deu toda a intensidade necessária para o cd. O grupo de Gales fez um condensado das melhores bandas da década de 80. Manic Streets Preachers permeia entre Van Halen, Echo And The Bunnymen, Offspring e até mesmo no lirismo do Joy Division. Está tudo em um álbum.

Vale destacar o violino de “William’s Last Words”, as guitarras de “Bag Lady” e o vocal de “Peeled Apples”. Jornal For Plague Loves tem um caráter saudosista. Um apelo para que os anos oitenta voltem – mas tomara que dessa vez sem as polainas.

La Roux – La Roux

Julho 9, 2009

Nota: 3.2/5.0

Com muita eletrônica, muito refrão chiclete e músicas que pedem pra você cantar junto, La Roux veio para matar. Literalmente, uma overdose de um eletrectropop nunca antes visto. O debut da dupla inglesa, La Roux (2009), é um pacote completo para as rádios, os djs, festas e qualquer um que goste de dançar.

As quatro primeiras faixas são quase idênticas: todas abusam dos sintetizadores e de um ritmo contagiante. “Colourless Colour” é a primeira surpresa, a música vem com uma pegada mais sutil mas continua dançante. Em sequência vem as baladinhas românticas.

Em “I’m Not Your Toy”, La Roux usa o clichê máximo feminino, fazer uma música de término de relacionamento e pedido de liberdade, o resultado não marca muito mas não chega a ser uma tragédia. Decepção mesmo vem com “Cover My Eyes”, a junção de emoção com eletrônica não dá pra engolir e é de longe a música mais fraca do álbum.

“As If By Magic” me ganha nas onomatopeias e nos sintetizadoras à anos oitenta. O clima animado volta com “Fascination”, uma das melhores faixas do disco – só perde para a mais animada ainda “Reflections Are Protection”. “Armour Love” também é outra balada romântica que não parece cair bem na voz de Elly.

A dupla teve muitos acertos em seu primeiro disco, principalmente em músicas com inspiração oitentista. Só que quando deu de diminuir o ritmo e cair nas baladas românticas, não colou. Pareceu abertura de programa de televisão, sem graça. Mas nada que uma boa dose de bebida alcóolica e um bom dj não resolvam.

Florence And The Machine – Lungs

Julho 6, 2009

Nota: 3.8/5.0

Batidas regulares, vozes sobrepostas e um bom violão. Assim é “Dog Days Are Over“, música que abre o primeiro álbum da Florence And The Machine. A base para as próximas três  músicas é a mesma, a única exceção é que “I’m Not Calling You A Liar” e “Howl” vêm de maneira mais lenta.

Até que chega “Kiss With A Fist”, a primeira música que usa de um solo, que varia em sua execução e que vicia o ouvinte. Durante toda a audição de Lungs (2009) são poucas as músicas que realmente ficam em sua cabeça, mas muitas agradam. “Girl With One Eye” tem uma pegada meio “I Just Don’t Know What To Do With Myself”, White Stripes, ligado ao rock setentista que ficou excelente.

Florence mostra um belo vocal em “Between Two Lungs”. Aliás, que belo vocal tem Florence Welch. Parece até que música da Kelly Key fica boa na voz da inglesa. Talvez este seja um dos grandes fatores para o sucesso do cd. “Hurricane Drunk” faz qualquer um cantar junto e o arranjo de “Blinding” é um dos melhores do álbum.

Todo o álbum é bem desenvolvido e segue a mesma linha de arranjos. Não há grandes inovações durante toda a execução e se mostra bem regular, mas nada disso tirou o gosto de se ouvir a voz de Florence.

Placebo – Battle For The Sun

Junho 21, 2009

Nota: 3.0/5.0

“O Placebo era mais dark”, Battle For The Sun (2009) está muito pop” ou “Está tudo muito repetitivo” são as frases que mais ouvi sobre o sexto disco do Placebo. Mas quer saber duma, eu gostei. Eu não ouvi discos anteriores e não posso fazer comparações e isso, de certa forma, foi até bom. Analisei o álbum em si e não a carreira. E, mesmo sabendo que o grupo está mais ligado ao pop, é um ótimo disco pop.

O álbum é recheiado de refrões grudentos, batidas contagiantes e músicas que apelam para a gente cantar junto. Só que isso não faz do disco ruim, muito pelo contrário. “Julien” é simultaneamente a canção com mais caráter eletrônico e a melhor do disco.

Os temas retratados são os mais clichês possíveis: dramas adolescentes. Nada que Freud não desvende, nada que te surpreenda. São só problemas da alma e confesso que fiquei mais preocupado com o vazio das letras à possível ligação ao mundo pop. Dentre as músicas que merecem destaque estão “Battle For The Sun” e “Kitty Litter”.

O cd está longe de ser um dos melhores do Placebo, mas não dá para negar que esse sol é contagiante.

The Gossip – Music For Men

Junho 18, 2009

Nota: 2.8/5.0

Ouvia The Killers. Parei. Beth Ditto e suas baquetas sincronizadas pediam passagem, sendo exato, “Dimestore Diamond” é a primeira de poucas surpresas que o The Gossip preparou para os ouvintes – no total são duas. A música tem um bom baixo e seria uma versão repaginada de “Listen Up”.

Aliás, o sentimento que predomina em Music For Men (2009) é o de “eu já ouvir isso antes…”. “Heavy Cross” é a versão 2009 para “Standing In The Way Of Control”, assim como “8th Wonder” se relaciona com “Jealous Girls”. Não tem novidade, são os mesmo arranjos, os mesmos agudos…

Até que chega “Love Long Distance”, não é a chegada triunfal, mas possui teclado e já é algum avanço. “Pop Goes The World” tem um “quê” de eletrônica, mas nada tão inovador. É sobre “Men In Love”, impossível não se divertir com o refrão e o ritmo à Talking Heads – tá aí a segunda boa nova.

O resto… Bem, fica como resto. “For Keeps”, “2012″, “Love And Let Love” estão na mesma proporção. As três músicas usam um pouco de eletrônica, fazem um ritmo artificial e têm letras fracas. Salvo, mas nem com tanto mérito, “Spare Me From The Mold”. A canção é a única que tenta fazer apenas um rock puro, com mais guitarras e sem ser superficial.

Mas depois… Depois eu esqueçi de tudo que ouvi. Bem, o resultado é que eu voltei a ouvir The Killers.

The Sounds – Crossing The Rubicon

Junho 6, 2009

Nota: 3.8/5.0

Eles são novos. Eles são suecos. Eles são animados. Eles lançaram o seu terceiro disco. Eles fazem a nova new wave. Eles são o The Sounds.

Posso arranjar o adjetivo que for para o The Sounds, mas sempre vai ficar aquele quê de que falta algo. A banda liderada por Maja Ivarsson estreiou dia 02/06 o seu mais novo disco, Crossing The Rubicon (2009) e com aquelas letras que fazem qualquer um cantar, o objetivo da banda é chegar ao estrelato.

“No One Sleeps When I’m Awake” abre o disco e é o primeiro single do álbum. A canção causa impacto e suas guitarras são bem colocadas e ágeis. É quase imperceptível que muda de faixas, “4 Songs & A Fight” me conquista na segunda metade, nas distorções, na bateria e no vocal.

Aliás, Maja capricha no vocal. Ela tem uma voz aguda, mas não irritante ou estridente. “My Lover” é voltada ao pop, ela abusa do teclado e possui uma batida contagiante. Sem contar que a gente fica cantarolando “be my lover, my lover, you wanna?…” o tempo inteiro – até mesmo quando ela acaba.

“Dorchester Hotel” tem um bom solo de guitarra, mas nada marcante. Já “Beatbox” se faz imponente desde a introdução e, qualquer comparação com o Blondie em tal música, é entendida. A música tem uma pitada eletrônica e é até boa pra dançar. “Underground” quebra qualquer clima animado e vem com dilemas juvenis, moldada para o público adolescente.

Como já tinha dito, o objetivo deste álbum é ganhar fãs, ou pelo menos ouvintes. Logo, todo experimentalismo foi bem-vindo, caso da estranha melodia de “Crossing The Rubicon”. “Midnight Sun” poderia muito bem ter saído de algum disco do Cansei De Ser Sexy, só que com um pouco mais de pimenta. “Lost In Love” é outra canção sobre dilemas amorosos e que tenta ganhar os jovens – mas nem por isso se torna artificial.

“The Only Ones” é a única música calma. Digo, dentre calma entre todas, mas ainda bem que a banda viu que não colava pagar uma de romântico e chutou o pau da guitarra. “Home Is Where Your Heart Is” é produzida para o sucesso, sob o som da eletrônica e a boa bateria.

Mas a merda tinha que vir no final, “Goodnight Freedy” tem base no piano – o que já não é a praia do Sounds – e ainda não possui letra. Ou seja, a canção não tem ritmo e nenhum apelo comercial, o que sai dos padrões do álbum. Já disse e vou repetir, Crossing The Rubicon (2009) é um daqueles álbuns feitos para conquistar o público e deu certo.

Importante reforçar o fato de que eles podem ser sim comerciais e bons, o que de fato acontece.

Little Boots – Hands

Junho 6, 2009

Nota: 2.7/5.0

Todo mundo esperava o melhor. Eu esperava o melhor. Todos já estavam fascinados com “Stuck On Repeat”. Eu estava fascinado com “Stuck On Repeat”. Acontece é que Hands (2009) decepcionou por não mostrar variedade, por não ser criativo e, principalmente, por ultrapassar a tênue linha entre a eletrônica e o pop chato.

Little Boots é nova na cidade, nova no ramo da música e seu primeiro disco é feito por extremos, ou as músicas são muito boas ou são chicletões repetitivos. “New In Town” é um bom começo, dançante, aquele tipo de música que dá vontade de levantar e sair cantando por aí.  Tudo que se espera para o primeiro single.

“Earthquake” é o primeiro erro de Victoria Hesketh. A canção caberia muito bem no último disco da Kylie Minogue, X (2007). Diga-se de passagem que o motivo para o disco da Vitctoria ter sonoridade parecida ao de Kylie é um dos produtores, Greg Kurstin – o mesmo produtor de X.

“Stuck On Repeat” é o grande clássico do cd, ela resume bem o que deveria ser este primeiro disco: feito para às pistas de dança, eletrônico e inovador. “Click” e “Remedy” são descartáveis. Durante a execução a gente até que gosta das duas, mas assim que as faixas terminam, o efeito passa.

“Meddle” vem quebra toda a monotonia. Assim como “Love Kills” - que se encontra entre as canções bônus. Mas em compensação “Ghosts” é irritante e a letra de “Mathematics” chega à beira da tosquice. “Symmetry” é um dueto com Philip Oakey, a canção é razoável. Mas se comparada às outras, é a que tem o ritmo mais original.

Se a Kylie Minogue processar Victoria, não me surpreenderei. Quem ouviu “Tune Into My Heart” e “Hearts Collide” precebeu semelhança até mesmo na voz. “No Brakes” é uma tentativa desesperada de fechar o álbum de forma digna, missão falha.

Hands (2009) foi um disco bastante esperado e, com altas expectativas vêm altas decepções. O álbum tem lá os seus acertos e só serve bem à quem quer dançar e bater as botinhas.