Posts de Novembro, 2009

Frustrante

Novembro 30, 2009

Como blogueiro, sempre foi muito humilhante admitir não conhecer o trabalho de certas bandas – mesmo sendo perfeitamente normal não saber de tudo o que se passa na indústria fonográfica. Mas tem certas bandas que são inadmissíveis. É como se dizer um admirador da literatura brasileira e não conhecer Machado de Assis.

O fato é que eu sabia da existência de Tegan And Sara, mas era incapaz de procurar algo sobre seu trabalho. Ainda bem que sai de minha inércia habitual e tirei um peso da consciência – mas um disco inteiro acabou pesando no meu mp3.

Sainthood (2009) é o sexto álbum das irmãs Quin e vem se mostrando um dos mais versáteis do ano. Sendo classificadas como indie rock, as canadenses foram além do rótulo dado. Mostraram-se competentes e têm tudo para ganhar mainstream.

Constantemente comparadas com o Metric e o Yeah Yeah Yeahs, as gêmeas Quin mostram um agudo potente e guitarras ainda mais. O resultado são músicas viciantes e capazes de animar teu dia – ou, pelo menos, passar o tempo.


“Hell”

Tegan And Sara começou sua carreira em 1995 e sempre foi admirador do mundo pop. É só observar seus refrões e músicas sobre relacionamentos, está tudo em “Not Tonight”. Porém, tudo na medida certa. Tudo equilibrado.

Pronto, tirei um peso das minhas costas. Agora basta você tirar suas próprias conclusões.

Ouça: “Northshore”, “Alligator”, “Walking With A Ghost” e “Back In Your Head”
Ps.: As capas dos cd’s das meninas podem ter gosto duvidoso mas não se importe. Seja corajoso e vá em frente.

sobre meninos e lobos

Novembro 27, 2009

Mesmo com doze álbuns lançados e um no forno, o Eels só conseguiu me conquistar com Hombre Lobo (2009). O último trabalho do grupo californiano contém doze faixas recheadas de indie rock, blues, acústico, rock e progressivo – isso porque é só um resumo.

Falando sobre morte, solidão e uma melancolia transcendental, a banda dirigida por Mark Oliver lançou um dos melhores trabalhos do ano e ninguém deu a menor bola.

Sempre abusando das guitarras distorcidas, o Senhor E. é uma mistura de Beck com Flaming Lips. Digo, é muito bom. Poucos discos este ano me fizeram ficar boquiaberto e, sem dúvida, Hombre Lobo foi um destes.

Agora, o Eels se prepara para lançar o 13º disco de sua carreira, End Times (2010) será lançado dia 19 de janeiro e promete ser tão emocionante quanto o deste ano.

Então só nos resta esperar e ficar dando replay em “Little Bird”. Confira o primeiro single lançado logo a seguir.

Me Dê O Motivo

Novembro 26, 2009

Dionne Bromfield

5 para amar…
- Amy, Amy, Amy…
Conhecida também como a sobrinha de Amy Winehouse, Dionne Bromfield é uma garotinha de apenas 13 anos que acabou de lançar o seu primeiro disco, Introducing Dionne Bromfield (2009). E digo uma coisa, ter boa voz é genético. Só pode.

- Soul
Assim como a tia, a praia de Dionne é o soul, não há dúvidas. A menina se sai muito bem cantando as doze faixas do seu cd. Aliás, vale lembrar que todas as músicas são regravações de clássicos do jazz – você também não queria que uma menina que mal saiu das fraudas escrevesse também, né?

- De brinde, uma banda
As duas únicas preocupações de Dionne são: sua voz e a cor da roupa de sua boneca. Digo, a garota tem uma boa banda a acompanhando e nenhum compromisso real com a música. Os arranjos são feitos pela banda, o que garante uma maior experiência e qualidade.

- A voz
Ok, já dei o merecido destaque à banda. Agora, é a vez da garota. Não, isso nem se parece com voz de uma menina de treze anos.

- A gente espera
Então, todo mundo sabe que criança que vira cantora acaba se desbandeirando na adolescência, certo? E juntando a propensão genética da família Winehouse… Taí um ótimo motivo pra ficar ligado na vida pessoal de Dionne.

E 1 para odiar…
- Mama Said
Todo artista é influenciado pela produção. Bem, com uma criança a situação é bem pior. Dionne está sempre assessorada por produtores, maquiadores e mil um empregados, sempre pra manter a aparência de criança feliz. É bem possível que não haja nem 10% de autenticidade da garota. Uma pena.

#vergonhaalheiafeelings

Novembro 25, 2009


Adam Lambert – “For Your Entertainment”

Me Dê O Motivo

Novembro 24, 2009

Estou de volta e isso merece uma sessão nova, certo? Então cá está “Me Dê O Motivo”.

Com erro de colocação de colocação pronominal e tudo mais, a coluna consiste no seguinte: são cinco motivos para você amar e um para odiar determinadas bandas, entendeu? Bem, lá vamos nós.

Telepathe

Ame porque…
- From Brooklyn

Atualmente, ser de Brooklyn é quase um atestado de qualidade. A dupla é uma típica banda do distrito: abusa da aparelhagem eletrônica, adora uma música para dançar, usa o wayfarer e tudo mais.

- Teclados
Só o fato de serem de Brooklyn já facilita bastante a relação com o objeto. É natural, é como o baiano com o batuque. Com o instrumento, Busy e Melissa fazem mil e uma artimanhas, “Devil’s Trident” não me deixa mentir.

- Inovação
Como as garotas não tentam emplacar um sucesso, elas não possuem nenhuma obrigação com as rádios. Ou seja, fazem tudo naturalmente e apenas com o intuito de fazer música.

- Dance Mother
Dançar, essa é a intenção do Telepathe. E elas levantam essa bandeira no nome do primeiro álbum e têm seus momentos de glória por tal característica.

- Sobreposição vocal
Não sei quanto à você, mas eu sou fã dessa técnica. Quero dizer, com moderação, é claro. E isso as garotas sabem fazer, vide “So Fine” e “Drugged”.

E um pra não detestar…
- São cansativas.
A fórmula e animação de “so fine, so fine, so fine, be mine” funciona nas primeiras audições, mas depois dá no saco. Duvida? Então tenta ouvir “Trilogy: Breath Of Life, Crimes And Killings, Threads And Knives”. São sete minutos de sofrimento, tortura e pensamentos suicidas. Porém, uma hora acaba e aí você tem a certeza de que vai pro céu.

“MEO! CADÊ VOCÊ!”

Novembro 23, 2009

Das duas uma: ou você nem sentiu a minha falta ou chora a dias por um blog sem nenhuma atualização.

Mas a causa é nobre: vestibular e, contando com o meu habitual desespero, é impossível conciliar as duas coisas. Enfim, estou de volta e pronto pra te mostrar as coisas mais inúteis da música.

Por ora, fique com uma música que não sai da minha cabeça.


Yeah Yeah Yeahs – “Date With The Night”

As Dez Revelações Do Ano

Novembro 10, 2009

10º Lugar - La Roux.
Teclados. Cabelos ruivos. Anos 80. Pop. E aí vai, vai… Essas são algumas das características de La Roux, dupla inglesa formada em 2008 que teve neste ano seu primeiro disco lançado. Conquistando as festas, a banda já tem seu cd entre os mais vendidos de Uk e Irlanda.

9º Lugar – Dead Weather
Quando artistas já consagrados formam uma banda sempre há aqueles que esperavam mais. Foi assim com o Nove Mil Anjos (what a fuck?) e assim será com o Crooked Vultures. O Dead Weather não fugiu da regra: o cd possui ora canções boas, ora canções fracas – mas sempre fazendo muito sucesso.

8º Lugar - Telepathe
Resume bem: synthpop. Esse é o estilo das garotas do Brooklyn que lançaram o seu primeiro disco este ano, Dance Mother (2009). Abusando de qualquer barulho da eletrônica, a dupla é uma das grandes apostas deste ano. Tudo isso graças a “So Fine”.

7º Lugar - Twisted Wheel

Três garotos de Manchester inspirados pelo Oasis decidem formar uma banda. Pronto, daí saiu o Twisted Wheel. Banda de indie rock famosa por suas guitarras e vocais gritados do Jonny Brown. Influenciado pelo punk, o trio ainda guarda marcas do pop e serve até pra fazer a gente dançar.

6º Lugar - The xx
Talvez uma das bandas mais estranhas lançadas este ano. The xx é um conjunto de barulhos estranhos em teclados, um vocal suave e uma tentativa de inovação. O problema é que o grupo inglês não conseguiu manter o nível durante todo o primeiro cd da banda. Uma pena.

5º Lugar – The Joy Formidable
Com apenas um cd de oito faixas lançado em fevereiro, The Joy Formidable não é do tipo de banda que faz sempre música boa. Mas, quando acerta, a gente ouve coisas como “Cradle” e “The Greatest Light Is The Greatest Shade. Ou seja, sem mais comentários.

4º Lugar - Ramona Falls

Chega a me dar dó ver as pessoas não dando a mínima para o projeto do Brent Knopf. Com o objetivo de ser experimentalista, Ramona Falls é um ótimo trabalho para quem quer descansar. Nada de guitarras, nada de agitação ou gritaria. Tinha tudo pra ser um tédio, mas não. Vai por mim, é pura animação.

3º Lugar - Florence And The Machine
Só consigo pensar em uma coisa: “Que voz, meu Deus! Que voz!”. Isso é a síntese do que significa a Florence para mim. Uma das sensações do ano, Florence Welch perpassa o indie, o pop, o soul e muito mais. A inglesa já foi elogiada por vários críticos e só tem o que comemorar.

2º Lugar – The Pains Of Being Pure at Heart
Se as palavras distorções, guitarras e rock te causam repulsa é porque ainda não ouviste The Pains Of Being Pure At Heart. O quarteto de Nova York não faz só um shoegaze, ele mistura o pop, indie e tudo acaba saindo muito melódico. Prova disso é que, quando a música começa a tocar, todo mundo canta junto.

1º Lugar - White Lies

O White Lies não é só mais uma banda a ser influenciada pelo Joy Division e fazer um som mais “dark”. Os garotos da Inglaterra possuem uma arma secreta: Harry McVeigh. Sim, o vocalista é uma das coisas mais marcantes da banda e, se não fosse Harry, as coisas poderiam acabar assim

Unplugged

Novembro 6, 2009

Se já era difícil pro Dan Black não desafinar numa música em agudo, imagina agora sem sua aparelhagem eletrônica de companhia. Tarefa difícil, mas bem executada.

Com apenas o violão, o cara cantou “U + Me” que está no seu último álbum, Un (2009).

Os Dez Hits Do Ano

Novembro 1, 2009

Hit: sm Música que faz muito sucesso.
Canção que é excessivamente tocada nas rádios e faz todo mundo cantar junto.
Típico da música pop, um bom hit pode te animar ou te irritar bastante – caso não goste.

10º Lugar - “Single Ladies”, Beyonce
Eu não preciso nem comentar quão foi avassaladora esta canção – um ritmo quebrado, uma letra que embala qualquer tiazona solteira e uma porção de gente tentando dançar igual. Aliás, eu nem devo. O Kanye West sempre vai falar por mim.

9º Lugar - “Paparazzi”, Lady Gaga

Não, essa não é uma lista de canções pop, mas convenhamos que este é o ano da Lady Gaga. Seja pelos tablóides como hermafrodita ou pelo seu disco, a cantora dominou as rádios e teve “Just Dance” como uma das canções mais tocadas do ano – só que “Paparazzi” é bem mais divertida.

8º Lugar - “Stillness Is A Move”, Dirty Projectors
Dirty Projectors não fez nenhum sucesso no mainstream, mas foi muito bem recebida entre a galera indie. Com arranjos bem construídos e diversificados, Bitte Orca (2009) mostrou ser um disco que agrada à muitos – ganhando até um 9,2 da Pitchfork.

7º Lugar – “Stuck On Repeat”, Little Boots
Eu sei que já falei mal da Victoria Hesketh, mas sei admitir que ela fez uma única ótima canção: “Stuck On Repeat”. A música é banhada pela eletrônica e contagia à qualquer um. Sucesso garantido nas festas.

6º Lugar - “Just Do It”, Copacabana Club

Com apenas um ep lançado, o Copacabana Club tornou um dos maiores produtos de exportação brasileiro. A banda de Curitiba mostrou que ainda há inovação no cenário underground brasileiro e tem muito talento por aí. Basta procurar.

5º Lugar - “Where Did All The Love Go”, Kasabian
Sendo uma das bandas mais bem comentadas, o Kasabian é uma das bandas de rock mais criativas. Tudo isso graças à mistura de rock e pop. E, no caso de “Where Did All The Love Go”, o violino contribuiu muito para um arranjo, no mínimo, interessante.

4º Lugar - “Heads Will Roll”, Yeah Yeah Yeahs
Todo mundo ama a Karen O – impossível não adorar seus gritinhos agudos. Então se juntar um teclado ao som dos oitenta… Pronto, você tem “Heads Will Roll”. A música  não agradou aos fãs conservadores do YYY’s, mas uma galerona se animou toda pra dançar até morrer.

3º Lugar - “Você Já Teve Mais Cabelo”, Poléxia
O Poléxia acabou sem sentir o gosto da fama, mas quem ouviu sabe o quão bom é. A Força do Hábito (2009) é o último cd lançado e me agradou bastante. “Você Já Teve Mais Cabelo” é o meu xodó, uma das músicas mais bem construídas do ano: boa letra, vocal, arranjo… Não caiu no gosto popular, mas tem o seu valor.

2º Lugar – “No You Girls”, Franz Ferdinand

Resume bem o que foi 2009: Franz Ferdinand. Sem dúvida. Lançaram um dos melhores discos do ano, ”No You Girls” é incrível e receberam boas críticas. Agora, pena que o Kapranos não está no seu melhor estado.

1º Lugar - “Use Somebody”, Kings Of Leon
Ok, o último disco do Kings Of Leon não merece tantos elogios. Only By The Night (2009) não superou as expectativas, mas foi salvo por “Use Somebody”. Sendo uma das boas canções do cd, virou hit e, atualmente, é cantada como hino nos shows. Incrível o poder destes quatro minutos de canção.