Entrevista: Sabonetes

By GDJ

Eles faziam Comunicação Social na UFPR, mas acabaram parando nos palcos e sendo uma das bandas mais comentadas do país.

Sabonetes foi formada em Curitiba por quatro garotos no ano de 2004. Atualmente, a banda conta com um ep lançado, Descontrolada (2008), e um disco no forno, que será lançado ainda este ano.

A banda já passou por algumas modificações na sua formação – como os baixistas Salim Oh e depois o Rodrigo. Como a banda lida com essas alterações e como estas têm influenciado nas músicas?

Exige um período de adaptação, a começar pela busca pelo integrante novo. Mas lidamos da melhor maneira com isso, naturalmente. Perde-se quando alguém vai embora mas sempre há um ganho com uma nova pessoa a bordo.

No Myspace, a banda se define como:
“Essa esquizofrenia reflete o ritmo de uma nova geração. São pessoas que se permitem não ter preconceitos. Que gostam do disco-punk nova-iorquino e da nossa bossa nova.”
Pra vocês, de maneira geral, o rock brasileiro está antiquado e um tanto quanto sem inovação?

Este trecho, na verdade, não fala necessariamente da banda, mas fala também. Ele se refere ao fato de a gente gostar e escutar muitas coisas diferentes, desde Cartola até MGMT, passando por B52’s, o que se percebe em cada vez mais pessoas hoje.

Sobre o rock brasileiro, existem muitas bandas boas! Ficaria horas escrevendo nomes de bandas aqui e com certeza esqueceria vários nomes de bandas legais. O que está sem graça é a música que circula no mainstream. Poucas coisas realmente são legais. O que está sendo feito de mais legal e rico está no underground. Costumo dizer que estes são os verdadeiros artistas. São pessoas que tem que ser virar em trinta pra conseguir pagar o aluguel, mas mantém sua arte. Sua banda.

A banda assume ser influenciada pelo rock gringo, até mesmo fará um show tocando músicas do Franz Ferdinand. Além do Franz, que outros grupos fazem a cabeça de vocês?

Na verdade escutamos mesmo os discos mais velhos. A gente nunca cansa dos clássicos. Muito Beatles, Clash, Hendrix. E muita música brasileira. Clube da Esquina é magnífico. E o ultimo disco do Otto está fantástico.

A banda costumava postar vídeos com a agenda do mês – a última foi em julho. O que houve? A agenda ficou muito cheia pra caber no Youtube?

Cara… houve a nossa mudança pra São Paulo. Muita correria. Mas prometemos reviver as Video Agendas muito em breve.

Sair do rock cru que vocês faziam no início da carreira e deixar as músicas mais pop, foi por motivos comerciais ou uma transformação natural?

A nossa música é a mesma. Talvez confundam um pouco o fato de que agora elas estão melhor gravadas, com mais qualidade, com maior esmero no arranjo, o que com certeza deixa o som menos cru. A única mudança por motivo comercial que me recordo foi quando o Caja cortou o cabelo pra participar de um comercial de uma faculdade. Tirou uns trocos pro aluguel.

Em 2008, Sabonetes lançou o ep Descontrolada, três músicas que tiveram grande repercussão na web e foram gravadas em apenas oito dias com produção do Tomás Magno. Como aconteceu essa parceria e ela continuará para o álbum?

Fomos apresentados ao Tomás através do Dary Jr, vocalista do Terminal Guadalupe e que havia gravado um álbum em 2007 com uma sonoridade inédita em Curitiba. Queríamos aquilo pra gente, entramos em contato e assim aconteceu tudo. O álbum também foi produzido pelo Tomás e estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado.

O Sabonetes postou ultimamente um vídeo com os bastidores de “Nanana”. Como é que foi a produção do clipe e quando ele será lançado oficialmente?

Houve algumas mudanças de planos. Vamos lançar o clipe de “Quando ela tira o vestido”. Ele foi produzido por nós mesmos e alguns amigos. Deve entrar no ar em menos de uma semana.

O primeiro cd está previsto para dezembro, certo? O que a gente pode esperar deste álbum?

Eu espero que vocês gostem. A gente gostou muito. Apesar de ser uma coletânea das melhores canções que escrevemos nestes 5 anos de estrada, o disco tem uma identidade. Conseguimos traduzir em 11 faixas o que a banda é hoje.

E o que você pode adiantar sobre esse disco?

Tem uma arte linda, cara! Feita por @janaralopes.

Um álbum que você gosta muito.


London Calling do Clash, vale?

Então, pergunta básica: qual é a verdadeira história sobre o nome Sabonetes e qual foi a história mais cabulosa que vocês já inventaram?

A história verdadeira é a total despretensão. Começamos a tocar por diversão e colocamos um nome de brincadeira. A diferença é que agora a gente acredita na brincadeira e vive essa diversão. Já inventamos várias histórias, cara. Algumas são bem boas, outras nem tanto. Posso contar algumas delas quando a gente se cruzar em algum bar, combinado?

Ps.: É, a entrevista foi feita já tem um tempo e a banda liberou hoje o clipe de “Quando Ela Tira o Vestido”. Confira aqui:

3 Respostas para “Entrevista: Sabonetes”

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  2. Mateus Lemos Disse:

    Muito manera a entrevista; PARABÈNS ao site..
    A banda é muito boa. já tem um tempo que acompanho ‘Sabonetes’.
    E o som deles é muito massa;
    (o/ Sabonetes. Uhuuhul!!

  3. Rodrigo Disse:

    Bem legal a entrevista :)
    Gosto muito da banda :]

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