Muse – The Resistance

By GDJ

Nota: 4.0/5.0

Uma linha do tempo. Seria essa a definição mais apropriada para o quinto disco do Muse. The Resistance (2009) tem como ponto de partida o rock com sintetizadores do Black Holes And Revelations (2006) e termina sendo quase uma ópera e muito influenciado pela música erudita.

No geral, o disco é uma clara mistura entre rock, música clássica e uma certa admiração por composições épicas do Matthew Bellamy.

Quem abre o álbum é “Uprising”, até então nada que surpreenda. Visto que é quase uma continuação de “Starlight”, do disco antecessor, mantendo um ritmo forte, marcada pelo teclado e um bom refrão. “Resistance” mescla o hard rock com o piano – uma característica já conhecida da banda.

Mas até aí, nada me surpreendeu. Até que chegou “Undisclosed Desires”. A canção flerta com o pop, o clássico e o rock. Pretensioso? Sim, mas o resultado é radiofônico e algo muito parecido ao trabalho do Fort Minor. Então vem a épica “United States of Eurasia”, mostrando que o Muse ainda sabe usar um piano sem o deixar batido.

“Guiding Light” é de longe a mais fraca do álbum, uma das poucas que segue o mesmo ritmo durante os seus intermináveis quatro minutos, ou seja, não inova. Já “Unnatural Selection” e suas oscilações te conquistam em todo o percurso da canção, desde o vocal distorcido até o solo de guitarra.

“MK Ultra” e “I Belong to You/Mon Cœur S’ouvre à ta Voix” remetem aos primórdios do Muse. Seja pelo seu caráter apoteótico, seus arranjos mais bem elaborados e causam maior empolgação. Em seguida vem a trilogia: “Exogenesis: Symphony”. E é aí que as opiniões se dividem: uns acusam as canções de serem prolixas, outros vêem nelas qualidades inestimáveis.

Eu vi um puta disco sendo feito que, mesmo sendo mais fraco que Absolution (2003) e o Black Holes And Revelations (2006), possui músicas irresistíveis à qualquer ser humano.

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