A emoção aqui tá grande. Não tinha me preparado mentalmente para receber a versão oficial de “Crying Lightning”, o primeiro single do Arctic Monkeys. Tá, você já está cansado de saber que o cd foi produzido pelo Josh Homme, que se chamará Humbug (2009), que tá todo mundo ansioso, que será lançado em agosto e que o Alex Turner está com um cabelo horrível.
Até aí nenhuma novidade. Mas agora você tem que saber que a música está do caralho, que vocal está mais sombrio e que o solo de guitarra está imperdível.
Batidas regulares, vozes sobrepostas e um bom violão. Assim é “Dog Days Are Over“, música que abre o primeiro álbum da Florence And The Machine. A base para as próximas três músicas é a mesma, a única exceção é que “I’m Not Calling You A Liar” e “Howl” vêm de maneira mais lenta.
Até que chega “Kiss With A Fist”, a primeira música que usa de um solo, que varia em sua execução e que vicia o ouvinte. Durante toda a audição de Lungs (2009) são poucas as músicas que realmente ficam em sua cabeça, mas muitas agradam. “Girl With One Eye” tem uma pegada meio “I Just Don’t Know What To Do With Myself”, White Stripes, ligado ao rock setentista que ficou excelente.
Florence mostra um belo vocal em “Between Two Lungs”. Aliás, que belo vocal tem Florence Welch. Parece até que música da Kelly Key fica boa na voz da inglesa. Talvez este seja um dos grandes fatores para o sucesso do cd. “Hurricane Drunk” faz qualquer um cantar junto e o arranjo de “Blinding” é um dos melhores do álbum.
Todo o álbum é bem desenvolvido e segue a mesma linha de arranjos. Não há grandes inovações durante toda a execução e se mostra bem regular, mas nada disso tirou o gosto de se ouvir a voz de Florence.
A Pink mais posa de durona do que realmente briga, taí “Trouble” que não me deixa mentir. A cantora fala mal de todo mundo, caça confusão e pode até dizer que é encrenqueira. Mas no fundo, Pink só mexe com quem ela sabe que vai ganhar. Então fica no nosso último lugar.
A Katy Perry é do tipo de garota que paga tudo para sair de uma luta. Tanto que em “Hot ‘N’ Cold”, ela precisa de outras noivas enfurecidas para ameaçar o rapaz. Digo, ameaçar porque pancadaria que é bom mesmo, nada.
Bem que o Black Eyed Peas prega a paz em suas músicas, mas se é pra bater eles também tão lá e usam de todas as artimanhas possíveis em “Pump It”. Desde uma bola de futebol até o cabelo da Fergie viram armas perigosíssimas nas mãos do BEP.
Enfrentar problemas deste mundo chega a ser fácil para o Beastie Boys. Depois de caçar confusão com meio mundo, os garotos americanos brigaram até com seres de outro planeta em “Intergalactic”.
A gente adora problemas internos e quando o assunto é No Doubt pode ter certeza que vêm boas fofocas. Em “It’s My Life”, a cantora Gwen Stefani faz uma carnficina com os outros membros da banda e ainda bate em meia dúzia de policiais.
O novo vídeo do Yeah Yeah Yeahs está puro sangue. Quer dizer, as cenas de briga de “Heads Will Roll” são meio fracas, mas fala que não seria legal se saísse papel picado vermelho da gente? Ou se pudéssemos cantar enquanto somos feito picadinho de lobisomem. Demais.
Uma conversa pode virar uma discussão. Uma discussão pode virar uma briga. Uma briga pode tomar proporções incríveis e se tornar “She’s My Man”. Que Karate Kid que nada, eu quero é ver o Scissor Sisters brigando feito louco e fazendo voadoras incríveis.
A briga de “Beat It” entrou para história e não poderia ficar de fora desta lista. Michael Jackson consegue dançar, cantar e fazer uma briga de gangues com apenas uma faca. É a briga mais pacífica do mundo, portanto, digna de bronze.
Entre a paz e uma boa pancadaria, a gente fica com a segunda opção, e Madonna sabe fazer uma como ninguém. A cantora briga com a igreja, com os artistas, os paparazzi e até com ela mesma. Em “Die Another Day”, Madonna mostra que é auto-suficiente pra fazer uma das melhores brigas da história.
Muito melhor que ver gente brigando, é ver palhaços na pancadaria. O Arctic Monkeys massacrou todo o espírito ingênuo dos artistas circenses em “Fluorescent Adolescent”. Afinal, todos nós temos que saber a verdadeira intenção dos palhaços.
Uma das grandes ironias do destino é “Black And White”. Na música, Michael diz que não tem problema nenhum ser branco ou negro. Uá, então o que houve com a melanina do cantor? Tá, a gente finge acreditar na hipótese de vitiligo e dá o décimo lugar pra a canção.
A ironia de “Scream” não está na letra, mas sim na produção. O vídeo feito em parceria com Janet Jackson foi um dos mais caros da história. Só que em relação às outras músicas de Michael, foi um fiasco. E é por não usar da simplicidade, nono lugar.
O motivo para “Leave Me Alone” estar no oitavo lugar é muito simples, servir de inspiração. Sim, ou de onde você acha que saiu isto?
Que Michael é um dos grandes nomes da música, a gente sabe. Mas não há desculpas nesse mundo para nos tirar a imagem da dançinha de “Bad” da cabeça. Convenhamos, vergonha alheia corrói.
“Beat It” ganha nosso sexto lugar fácil, fácil. Por dois motivos, primeiro o grande sucesso que a música fez. A outra razão é simples, se toda briga fosse como a mostrada, o mundo seria bem melhor.
Michael já foi de um tudo, até mesmo um pretendente de quinta em “Remember The Time”. E é pela versatilidade e fazer até as múmias dançarem, merecido quinto lugar.
Quem tem pavor de uma música pop que saia de perto do Le Kid. O quinteto sueco é quase que uma encarnação de tudo que é pop neste mundo. Com duas garotas nos vocais e uma grande aparelhagem eletrônica, a banda vem ganhando espaço na Europa com “Mercy Mercy”.
É tudo programado para fazer sucesso e o melhor de tudo é que a banda assume.
“We’re in the studio right now, and we think we have a new mission in life!
We’re aiming for the top, and nothing’s gonna stop us!
You guessed it; We are going to be the palest band ever. Hopefully so pale that when playing outdoors, the sun will almost shine through us. Our method is to never go out except at night, and to get a severe lack of basic vitamins.
We are also quite anxious to get rich and famous as soon as possible, as several band members have high school reunions coming up, and we want to be able to yell to our former class mates in high pitched voices.”
Isso foi o que a banda disse hoje em seu blog. O resultado a é uma mistura de Girls Aloud com La Roux, não é exatamente inovador. Mas é melhor você conferir logo, porque daqui a pouco chega um amigo seu pra te apresentar uma banda “incrível” e você já estará previnido.