Posts de Julho, 2009

Arctic Monkeys – Humbug

Julho 31, 2009

Nota: 4.5/5.0

As listas de melhores discos do ano já estavam quase fechadas. Com muito esforço, reduziram todo o ano à dez disco. Descartaram o inútil, peneiraram tudo e lapidaram o bom senso. Até que veio o caos, mas se servir de consolo, foi um mal necessário.

Esse caos tem nome e vem de Sheffield, é conhecido sobre a alcunha de Arctic Monkeys. O quarteto inglês voltou com material inédito e pronto para levar ao delírio uma legião de fãs. Foi sob o comando de Josh Homme que nasceu o Humbug (2009). Você ainda ouvirá muito sobre este álbum e, com certeza, ele estará em muitas listas como um dos melhores do ano. A razão para tal é simples: qualidade.

O Arctic Monkeys mostrou que cresceu bastante em seu  terceiro álbum, seja pelas lições de casa dada pelo Josh Homme, ou pela experiência. O fato é que os arranjos estão sobrepostos, sombrios, mais próximo da psicodelia e, pode-se dizer, até mais calmos.

Chega até a ser perceptível a presença do vocalista do Queens Of The Stone Age, mas a identidade principal da banda continua intacta: rock. Os fãs podem até perguntar aonde estão as músicas mais agitadas, mas isso já não é culpa do produtor. Em 2007, com “505″, o Arctic já dava sinais de que não estava aí só pra fazer a gente dançar.

Para quem esperava grande mudanças, fica a decepção. Dá até para fazer algumas comparações, como “Dangerous Animals” sendo uma versão mais dark de “Fake Tales Of San Francisco”. O que não dá para passar em branco é “Secret Door”. Ela me conquistou à primeira ouvida e, escreva o que digo, é aquele tipo de canção que na hora do show, todo mundo balança um isqueiro.

As batidas regulares vêm em “Potion Approaching”, que poderia ser muito bem encontrada no Era Vulgaris do QOTSA. “The Fire And The Thud” e “Cornerstone” mostram uma lentidão e confesso que não me conquistaram tanto. E, mesmo ouvindo as duas canções várias vezes, elas ainda me soaram um tanto quanto desajeitadas, uma tentativa de balada inacabada, não sei.

Mas quanto a “Dance Little Liar” não há dúvidas: uma total volta ao psicodelismo, às guitarras distorcidas. A música é muito bem encaixada, explode na hora necessária e a voz de Turner está melhor do que nunca. “Pretty Visitors” foi a faixa que mais me deixou em dúvida: ela tenta ser experimentalista, flerta com o hard rock, varia constantemente e tenta agradar aos fãs que gostam da música agitada, só que não colou comigo.

Finalmente, vem “The Jeweller’s Hands”, a música começa normal, mas quando vem o solo - é melhor até sair de perto. Aliás, Jamie Cook foi o grande destaque deste disco. Nos dois primeiros álbuns, o cara mostrava que sabia tocar rapidamente, mas desta vez, Cook mostrou qualidade.

Admito que o álbum não contém nenhuma tão rápida e contagiante quanto “I Bet You Look Good On The Dancefloor”, mas não é por isso que perdeu a qualidade. Muito pelo contrário, o Arctic Monkeys mostra uma evolução, mais seriedade e arranjos com melhor elaboração.

Simplificando tudo: as listas de fim de ano terão que ser alteradas e o disco está foda.

O Reverendo

Julho 30, 2009

Uma das bandas que vêm ganhando cada vez mais público é o Reverend And The Makers. Diretamente da Inglaterra, a banda é conhecida por misturar elementos do indie rock, eletrônica e música clássica. Se a combinação por si só já é inusitada, o resultado mais ainda.

O segundo álbum da banda, French Kiss in the Chaos (2009), é uma total mistura de influências. Mas temos que destacar a voz de Jon McClure e aquele ritmo fenomenal que percorre todo o álbum, dando aquele toque de rock animado.

Pro Dia Nascer Feliz

Julho 30, 2009

Olha, estava quase decretado que o meu dia chegou ao fim. Mas como bom blogueiro que sou, cá estou rapidamente para dar boas novas que não dei durante a semana toda. É, vai ser um post à Lúcio Ribeiro mesmo e não fode porque daqui a meia hora começa Os Normais na GNT e eu não vou perder.

- Mallu Magalhães e sua casa que serve de remédio contra a insônia em “Vanguart”.

- Mika de cueca e com um clipe tão gay quanto “Hush Hush” das Pussycat Dolls em “We are golden”.

- Ainda tentando encontrar a fórmula do amor de do sucesso, os Titãs que não emplacam nada desde “Epitáfio”, querem agradar de todas as formas e fazer bonito em “Porque sei que é amor”, “Antes de você” e “Quanto Tempo”.

- The All-American Rejects bem que tentou que me comover em “The Wind Blows”, só que é tudo tão piegas que eu só consegui rir.

- A Nelly Furtado, depois de perceber que não ganhou nenhum fã cantando em inglês, voltou pro espanhol em “Manos Al Aire”. Eu acho melhor ela voltar a ser um passarinho e sumir da minha frente.

- Depois de lançar um excelente álbum este ano, o Mew nos dá o seu primeiro single, o “Introducing Palace Players”.

- Pj Harvey mostrando que ainda está viva e consegue fazer música, aqui.

- Mais uma parceria feita, desta vez foi o INXS e o Rob Thomas (vocal do Matchbox 20). “Never Tear Us Apart” deverá ser lançada no novo álbum do INXS, que ainda não tem data prevista.

- Kelly Clarkson mostrando o quanto tem um vocal de peso em “Already Gone”.

- Um dos discos mais esperados do ano, Humbug (2009) do Arctic Monkeys, já está na internet.

- Não adianta nem mostrar a bunda, porque dessa vez o Frankmusik foi ofuscado pelo Arctic Monkeys. Mas o disco do cara, Complete Me (2009), já caiu na rede.

Obra De Arte

Julho 29, 2009

O Yo La Tengo teve seu disco lançado na internet por esses dias e agora, sem surpresa nenhuma, a gente confere o “Here To Fall”.

Sinceramente, o vídeo me fazer ter vontade de dormir e até torci pros aviadores desenharem a Monalisa, mas aí não veio nada. Confesso ter me decepcionado um pouco com o vídeo.

Sobre Os Discos E Os Jovens

Julho 29, 2009

Os dois integrantes que mal saíram do Panic At The Disco já formaram outra banda, o grupo se chama The Young Veins. Ninguém sabe ao certo qual será a formação do The Young Veins, mas creio eu que será somente a dupla - Ryan Ross e Jon Walker, não é nada confirmado.

O Panic At The Disco continua em estúdio e está finalizando o seu terceiro disco que sairá em setembro. Já o The Young Veins começou a gravar o seu primeiro álbum recentemente e já colocou uma música pra gente ouvir, “Change” está no Myspace da banda. Vale lembrar que o debut do Young será produzido por Rob Mathes – que produziu Pretty. Odd.

Olha, pelas notícias que tive parece que o trabalho feito pelo Young Veins poderia ser muito bem ouvido sob o nome de Panic At The Disco. Ou seja, parece que os garotos saíram de um grupo para formar outro exatamente igual.

É Pop, Grudento E Sem Criatividade, Mas A Gente Adora.

Julho 27, 2009

Parece que o número de cantoras jovens pop já está saturado no mercado, mas sempre vem mais uma querendo os seus cinco minutos de fama. A jovem da vez é Pixie Lott, uma garota de dezoito anos que vem diretamente da Inglaterra. A loira faz aquele som pop viciante e sem nenhuma novidade – mas a gente continua adorar aquela velha fórmula.

O primeiro single dela foi “Mama Do”, uma música com um refrão que já gruda na cabeça assim que acaba a faixa. Foi com esta canção que Pixie chegou ao primeiro lugar da parada britânica. Só que enquanto não vinha outro single, Pixie já foi logo lançando cover. Nessas veio, “Apologize”, “Use Somebody” e “Poker Face”, uma atrás da outra.

“Poker Face”

Agora, Pixie lança o seu segundo single, “Boys & Girls”. Mais uma canção que aposta nas coreografias, no refrão chiclete, na batida contagiante e, inevitavelmente, irá ficar na sua cabeça. Não que isso seja um problema, porque a gente pode até torcer o nariz, mas no fundo, no fundo, a gente adora.

Vale lembrar que o primeiro álbum de Pixie, Turn It Up (2009), sai no início de setembro pela Mercury. E, mesmo que o disco for ruim, deve pelo menos ficar na sua cabeça por umas duas semanas. E disso, não, a gente não gosta.

E A Galera Vai Ao Delírio

Julho 27, 2009

A tarefa é árdua, animar a segunda-feira é coisa pra  poucos, mas é isso que eu vou tentar. Quer dizer, eu não. A tarefa irá ficar para o Yo La Tengo e o Why?. A primeira é uma banda de New Jersey que está lançando o seu décimo segundo disco, Popular Songs (2009), que será lançado oficialmente em setembro mas caiu na internet hoje.

Já o Why? vem da California e está no seu quarto disco, o Eskimo Snow (2009), que também sairia em setembro e já se encontra disponível em todos os blogs de música.

Tãn Tãn Tãn

Julho 26, 2009

Decidi ver um filme, o escolhido foi Grindhouse – Death Proof, 1997. E com a atenção perambulando entre o enredo e a trilha sonora, me deparei com uma garotinha da Califórnia, April March. A música que aparece no filme é “Chick Habit”, uma releitura de uma canção do Serge Gainsbourg.

Às vezes, April canta em inglês ou se arrisca no francês. Mas a especialidade da cantora indie faz uma música pop, meio experimental e totalmente viciante. Quer ver só, tenta ouvir a música sem imitar a parte instrumental.

Uma Mão Lava A Outra

Julho 25, 2009

E quando a gente acha que o Pete Doherty só podia nos oferecer maconha, lá vem uma surpresa. O cantor, que está perambulando entre o Babyshambles e a carreira solo, vai fazer uma perceria com Dot Allison. E não é de hoje que essa parceria acontece.

Em uma das faixas do álbum solo de Pete, Grace/Wastelands (2009), a voz de Dot já estava presente. A cantora escocesa também já cantou quando Doherty ainda estava no Babyshambles. Agora, a voz de Pete estará em duas faixas do quarto álbum de Allison, Room Seven And A Half (2009), que será lançado em setembro.

Em entrevista à NME, Dot Allison disse que poderia até mesmo grava um disco inteiro com Pete e que tem um monte de faixas prontes com o cantor. Allison revelou também que seu álbum terá participação de Paul Weller e que o mesmo ainda deu a ideia de escreverem uma música juntos.

Agora, a única coisa que nos resta é a curiosidade de saber como vai sair esse som.

Meu Diário Secreto

Julho 24, 2009

Fazendo um breve resumo do meu dia. Acordei às sete e meia para despedir de meus pais – eles viajaram. Desde então, estou à espera do novo clipe do Arctic Monkeys. Duvida? Olha a prova.

Oito horas depois, eu ainda estava no computador e ainda queria notícias da banda e seu “Crying Lightning”. É invegável. E agora, sete horas após todo o meu dia – que literalmente foi só esperar o vídeo – me deparo com isto:

Que a música é sensacional, eu já sabia. Mas eu me recuso a acreditar que o vídeo seja esse. Ainda estou dando um f5 no site da banda pra ver se eles postarão isso no site ou se colocaram um post escrito: “HÁ! Peguei vocês”. Porque se já foi difícil de engulir aquele cabelo fudido do Alex Turner, o vídeo desse jeito não desce mesmo.

Eu só sei que no final das contas, eu só fiquei torcendo para um tubarão gigante vir e fazer a festa – mas o que veio foi a banda de forma bem tosca. Mas ainda sou fã da banda.

UPDATE: Mas parece que as coisas estão para ficar melhores, como informou o man_overb0ard, “My Propeller” já está na internet. A faixa abre o terceiro disco do Arctic e você poderá escutá-la, aqui.