The Sounds – Crossing The Rubicon

By GDJ

Nota: 3.8/5.0

Eles são novos. Eles são suecos. Eles são animados. Eles lançaram o seu terceiro disco. Eles fazem a nova new wave. Eles são o The Sounds.

Posso arranjar o adjetivo que for para o The Sounds, mas sempre vai ficar aquele quê de que falta algo. A banda liderada por Maja Ivarsson estreiou dia 02/06 o seu mais novo disco, Crossing The Rubicon (2009) e com aquelas letras que fazem qualquer um cantar, o objetivo da banda é chegar ao estrelato.

“No One Sleeps When I’m Awake” abre o disco e é o primeiro single do álbum. A canção causa impacto e suas guitarras são bem colocadas e ágeis. É quase imperceptível que muda de faixas, “4 Songs & A Fight” me conquista na segunda metade, nas distorções, na bateria e no vocal.

Aliás, Maja capricha no vocal. Ela tem uma voz aguda, mas não irritante ou estridente. “My Lover” é voltada ao pop, ela abusa do teclado e possui uma batida contagiante. Sem contar que a gente fica cantarolando “be my lover, my lover, you wanna?…” o tempo inteiro – até mesmo quando ela acaba.

“Dorchester Hotel” tem um bom solo de guitarra, mas nada marcante. Já “Beatbox” se faz imponente desde a introdução e, qualquer comparação com o Blondie em tal música, é entendida. A música tem uma pitada eletrônica e é até boa pra dançar. “Underground” quebra qualquer clima animado e vem com dilemas juvenis, moldada para o público adolescente.

Como já tinha dito, o objetivo deste álbum é ganhar fãs, ou pelo menos ouvintes. Logo, todo experimentalismo foi bem-vindo, caso da estranha melodia de “Crossing The Rubicon”. “Midnight Sun” poderia muito bem ter saído de algum disco do Cansei De Ser Sexy, só que com um pouco mais de pimenta. “Lost In Love” é outra canção sobre dilemas amorosos e que tenta ganhar os jovens – mas nem por isso se torna artificial.

“The Only Ones” é a única música calma. Digo, dentre calma entre todas, mas ainda bem que a banda viu que não colava pagar uma de romântico e chutou o pau da guitarra. “Home Is Where Your Heart Is” é produzida para o sucesso, sob o som da eletrônica e a boa bateria.

Mas a merda tinha que vir no final, “Goodnight Freedy” tem base no piano – o que já não é a praia do Sounds – e ainda não possui letra. Ou seja, a canção não tem ritmo e nenhum apelo comercial, o que sai dos padrões do álbum. Já disse e vou repetir, Crossing The Rubicon (2009) é um daqueles álbuns feitos para conquistar o público e deu certo.

Importante reforçar o fato de que eles podem ser sim comerciais e bons, o que de fato acontece.

Uma resposta para “The Sounds – Crossing The Rubicon”

  1. alana Disse:

    a melhor banda do mundo

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