Nota: 2.7/5.0
Todo mundo esperava o melhor. Eu esperava o melhor. Todos já estavam fascinados com “Stuck On Repeat”. Eu estava fascinado com “Stuck On Repeat”. Acontece é que Hands (2009) decepcionou por não mostrar variedade, por não ser criativo e, principalmente, por ultrapassar a tênue linha entre a eletrônica e o pop chato.
Little Boots é nova na cidade, nova no ramo da música e seu primeiro disco é feito por extremos, ou as músicas são muito boas ou são chicletões repetitivos. “New In Town” é um bom começo, dançante, aquele tipo de música que dá vontade de levantar e sair cantando por aí. Tudo que se espera para o primeiro single.
“Earthquake” é o primeiro erro de Victoria Hesketh. A canção caberia muito bem no último disco da Kylie Minogue, X (2007). Diga-se de passagem que o motivo para o disco da Vitctoria ter sonoridade parecida ao de Kylie é um dos produtores, Greg Kurstin – o mesmo produtor de X.
“Stuck On Repeat” é o grande clássico do cd, ela resume bem o que deveria ser este primeiro disco: feito para às pistas de dança, eletrônico e inovador. “Click” e “Remedy” são descartáveis. Durante a execução a gente até que gosta das duas, mas assim que as faixas terminam, o efeito passa.
“Meddle” vem quebra toda a monotonia. Assim como “Love Kills” - que se encontra entre as canções bônus. Mas em compensação “Ghosts” é irritante e a letra de “Mathematics” chega à beira da tosquice. “Symmetry” é um dueto com Philip Oakey, a canção é razoável. Mas se comparada às outras, é a que tem o ritmo mais original.
Se a Kylie Minogue processar Victoria, não me surpreenderei. Quem ouviu “Tune Into My Heart” e “Hearts Collide” precebeu semelhança até mesmo na voz. “No Brakes” é uma tentativa desesperada de fechar o álbum de forma digna, missão falha.
Hands (2009) foi um disco bastante esperado e, com altas expectativas vêm altas decepções. O álbum tem lá os seus acertos e só serve bem à quem quer dançar e bater as botinhas.