Estava tudo muito perfeito para ser verdade. Desde o lançamento de “Wrong”, que o disco do Depeche Mode vem ganhando expectativa de espectadores. A atenção se voltou completamente ao disco Sounds Of Univers (2009), na esperança de ser um grandes nomes do ano. Não que o mesmo seja decepcionante mas já perde para muitos outros discos lançados.
“In Chains” foi uma grande abertura, no fundo, era o esperado: melancólica, experimental, depressiva, soturna. “Hole To Feed” não é admirável mas não decepciona, o que mais interessa na faixa é a voz de Dave Gahan. Então vem ela, a grande música do disco é sem sombra de dúvidas “Wrong”, que de tão boa soa perturbante.
A partir daí tudo parece ficar sem graça, “Fragile Tension” é esquecível e irritante, quebrando todo o bom nível do cd. “Little Soul” se volta ao introspectivismo do disco mas ainda o deixa razoável.
“In Sympathy” não acrescenta muita coisa ao álbum, seus arranjos parecem desconcertados e desagradáveis. “Peace” compensa todos os erros com o uso de toda a boa fórmula do Depeche, cheia de camadas sonoras e completamente deprimente – no bom sentido da palavra.
“Come Back” tem o título de segunda melhor música do álbum, bem produzida, bem feita e bem cantada. Um bem a alma e aos ouvidos. “Perfect” é uniformes e a calmaria da mesma me deprime – dessa vez, no sentido negativo mesmo.
“Miles Away” e “Jezebel” beberam da mesma fonte, o tédio. Cansativas e enjoativas, era melhor que ambas nem entrassem no disco.
Fechado por “Corrupt” foi apenas um toque de mestre, a música aprensenta o melhor arranjo de todo o disco, com uma guitarra distorcida daquela já era de se esperar. Esperar a gente esperou, mas a esperança de ter um bom disco ficou sem correspondência, o álbum é complexo mas não completo.
Apresenta pequenas falhas de organização e orientação mas está longe de ser um trabalho perdido, Sounds Of Universe retrata o apavorador mundo do Depeche, todo distorcido e intrigante. Pena que a única semelhança com o nosso seja o caos.
3.5/5.0
“Wrong” – “Come Back” – “Corrupt”
Radiohead – The Cure – Nine Inch Nails