
Em um belo dia, li em algum lugar da internet que ocorreu uma pesquisa dizendo como eram as características pessoais de quem ouvia determinado gênero musical, por exemplo, quem ouve jazz é culto. Me pareceu ser uma estereotipação, mas tentei acreditar na pesquisa que chegou ao seguinte resultado:
MPB - saudosista/politizado(a)/inteligente.
Rock/Pop - jovem (em idade ou espírito)/energético(a)/comum.
Música clássica - culto (a)/calmo(a)/velho(a).
Jazz - culto(a)/sofisticado(a)/esnobe.
Sertanejo - simples/interiorano(a)/sentimental.
Samba/Pagode - extrovertido(a)/energético(a)/de baixa renda.
Não levo estes resultados ao pé da letra, porque caso o contrário, seria impossível uma pessoa gostar de jazz e rock ao mesmo tempo. Neste caso, a pessoa viveria entre o velho e o jovem, de acordo os resultados. Mas o que eu estou levando em conta mesmo, não é nem tanto a pesquisa, mas saber se somos realmente o que ouvimos.
Uma pessoa criada em um ambiente onde só se ouve funk seria obrigada a ouví-lo? Ou então por gostar do ritmo, seria condenada a ser “massificada” como todos os outros ouvintes do ritmo? Creio eu que há tendências sim, por exemplo, uma pessoa muito agitada normalmente não ouviria música clássica, mas isso não pode ser generalizado, tem muita gente elétrica aí que adora os barulhos de um bom violino.
Quem dita as tendências somos nós mesmos. Não quero ser taxado de algo que não sou apenas por ouvir determinado ritmo, determinada banda, determinada música. Deixo bem claro que quem determina quem eu sou, sou eu.
Só para esclarescer, Brazilian Girls não é uma banda brasileira e não tem nenhuma ligação com o país, exceto algumas influências sonoras como o funk. Confusões explicadas, o terceiro disco da banda vem misturando vários sons: flauta, batuque, eletrônico e tudo o que você quiser, tudo mesmo.

O Kaiser Chiefs estão lançado mais uma música de trabalho, a segunda do novo disco da banda. Bem que a MTV brasileira tentou emplacar “Never Miss A Beat”, mas não conseguiu. Agora é a vez de “Good Days And Bad Days” também não fazer sucesso entre as paradas pop, mas o grupo britânico sabe dominar o mundo hype.
Quando eu tinha uns oito anos, me disseram que Kiss significava “Caçadores Incessantes de Satã”. Acreditei e borrei as calças. Até que eu descobri que caçador em inglês é hunter, então ficou uma relação “de beijos” com a banda e começei adorar as guitarras de “I Wanna Rock & Roll All Night”, aquela maquiagem meio tosca e a língua balançando pra lá e pra cá.
Quanto mais escuto um disco, mais detalhista eu fico. Gang Gang Dance é uma banda de Nova York que supriu todas as minhas necessidades por arranjos bem produzidos. A primeira faixa de Saint Dymphna, “Bebey”, inicialmente me deu uma impressão muito estranha, tanto pelos sintetizadores quanto pelo espírito “eu quero ser psicodélico”, mas ao intercalar com um solo oriental, soube que viria boa coisa.
Que Gossip Girl virou uma febre e seus atores são talentosos, todos já sabiam. Mas agora, uma dentre suas atrizes que decidiu virar cantora e quanto a isso, eu não boto minha mão no fogo.
Tentar inovar já é tarefa difícil a muitos músicos, conseguirem de fato chegar a algo completamente não feito já é missão quase impossível. Late Of Pier quase chegou lá, se o Louis XIV não tivesse lançado um disco no início do ano. Em uma mistura inusitada de rock com eletrônica, o Late se torna um primo próximo do The Klaxons, se não fosse o lado sombrio.
“Do It The Right Thing (Faça a coisa certa)”, é essa a mensagem da primeira música do EP do 














