Posts de Novembro, 2008

Ouve O Quê?

Novembro 30, 2008

Em um belo dia, li em algum lugar da internet que ocorreu uma pesquisa dizendo como eram as características pessoais de quem ouvia determinado gênero musical, por exemplo, quem ouve jazz é culto. Me pareceu ser uma estereotipação, mas tentei acreditar na pesquisa que chegou ao seguinte resultado:

MPB - saudosista/politizado(a)/inteligente.
Rock/Pop - jovem (em idade ou espírito)/energético(a)/comum.
Música clássica - culto (a)/calmo(a)/velho(a).
Jazz - culto(a)/sofisticado(a)/esnobe.
Sertanejo - simples/interiorano(a)/sentimental.
Samba/Pagode - extrovertido(a)/energético(a)/de baixa renda.

Não levo estes resultados ao pé da letra, porque caso o contrário, seria impossível uma pessoa gostar de jazz e rock ao mesmo tempo. Neste caso, a pessoa viveria entre o velho e o jovem, de acordo os resultados. Mas o que eu estou levando em conta mesmo, não é nem tanto a pesquisa, mas saber se somos realmente o que ouvimos.

Uma pessoa criada em um ambiente onde só se ouve funk seria obrigada a ouví-lo? Ou então por gostar do ritmo, seria condenada a ser “massificada” como todos os outros ouvintes do ritmo? Creio eu que há tendências sim, por exemplo, uma pessoa muito agitada normalmente não ouviria música clássica, mas isso não pode ser generalizado, tem muita gente elétrica aí que adora os barulhos de um bom violino.

Quem dita as tendências somos nós mesmos. Não quero ser taxado de algo que não sou apenas por ouvir determinado ritmo, determinada banda, determinada música. Deixo bem claro que quem determina quem eu sou, sou eu.

Brazilian Girls – New York City

Novembro 29, 2008

Só para esclarescer, Brazilian Girls não é uma banda brasileira e não tem nenhuma ligação com o país, exceto algumas influências sonoras como o funk. Confusões explicadas, o terceiro disco da banda vem misturando vários sons: flauta, batuque, eletrônico e tudo o que você quiser, tudo mesmo.

O resultado da mistura à brasileira é como aquelas músicas feitas para domingo de manhã, saudade do fim de semana e louco para que tudo acabe. Um pouco entendiante para quem ouve o disco em sequência, mas para quem pega faixas como “Losing Myself” e “Good Time” são ótimos hits.

Detalhe a parte à voz de Sabina Sciubba, a vocalista do grupo é de Roma e sabe como é sotaque de italiana? Bem, “Strangeboy” diria que é delicioso, “Ricardo” confirmaria o que foi dito, ao som do teclado e uma boa batida, Sabina se mostra provocante e capaz, embora não mostre nenhuma aptidão vocal fora do normal.

As batidas utilizadas durante o álbum não são nada inovadoras, praticamente, as mesmas durante os quarenta e seis minutos de disco. “L’Interprete” é uma das melhores faixas do disco, talvez por ser somente ao violão ou até mesmo a língua, fugindo dos padrões do inglês, a música se mostra diferente do som que banda se propõe a fazer, mas agrada.

Brazilian Girls se mostra uma banda competente ao que faz, não inova, mas faz o básico. Ainda bem que eles só querem ter um bom tempo.

Eagles Of A Death Metal – Heart On

Novembro 29, 2008

Que o Queens Of The Stone Age é uma excelente banda já não é novidade. Para ser mais específico, o Josh Homme é o “elemento x” da banda, logo, um excelente músico. O músico lança agora o terceiro álbum de sua banda paralela, o Eagles Of A Death Metal.

Ignore as palminhas de “Anything ‘Cept the Truth” e os “rugidos” de “Wannabe in L.A.”. Pronto. O disco está ótimo, quer dizer, quase. Os arranjos são sensacionais, a experiência das bandas paralelas do integrantes trouxe um aperfeiçoamento enorme. Sem contar as distorções vocais, que ficaram muito interessante em “High Voltage”.

Eagles parace querer a volta do punk dos anos 70: as batidas de bateria rápida, uma boa guitarra e um vocal sujo são características do estilo setentista incorporado à banda. Há apenas uma diferença notável, enquanto os punks não sabiam tocar, literalmente, já os integrantes de EOFDM tem uma base para construir músicas, prova disso fica “Heart On” e “Secret Plans”, duas baladas de rock com solos extremamente bem feitos.

É um trabalho bem produzido, com certeza e que envolve o ouvinte em toda a audição. No fim das contas, a gente nem liga para os assobios de “I’m Your Torpedo”, ou pelo menos tenta.

Bons Dias…

Novembro 28, 2008

O Kaiser Chiefs estão lançado mais uma música de trabalho, a segunda do novo disco da banda. Bem que a MTV brasileira tentou emplacar “Never Miss A Beat”, mas não conseguiu. Agora é a vez de “Good Days And Bad Days” também não fazer sucesso entre as paradas pop, mas o grupo britânico sabe dominar o mundo hype.

A música segue a mesma linha de qualquer música “kaiseriana”, uma bateria compassada, uma guitarrinha fazendo o mesmo barulho durante toda a música. Confesso que fiquei desapontado com a banda, não pela já comentada falta de criatividade, mas desta vez pela falta de conteúdo mesmo. Nas entrelinhas de “Never Miss A Beat” havia uma crítica as gangues, violência….

Mas agora, eles estão tão felizes com seus bons dias que não me passam nada… Me deu náusea.

“Eu Vejo Gente Morta…”

Novembro 27, 2008

Eu nunca cheguei a ter medo de filmes de terror. Na verdade, achava até engraçado ver “Lenda Urbana”, “Jogos Mortais” e todos aqueles filmes que a gente sabe que nunca vai acontecer na vida real. Mas eu mantinha o pé atrás com algumas bandas que me diziam ser demoníacas, ou faziam pacto com o demo… Eu quase sempre acreditava.

Quando eu tinha uns oito anos, me disseram que Kiss significava “Caçadores Incessantes de Satã”. Acreditei e borrei as calças. Até que eu descobri que caçador em inglês é hunter, então ficou uma relação “de beijos” com a banda e começei adorar as guitarras de “I Wanna Rock & Roll All Night”, aquela maquiagem meio tosca e a língua balançando pra lá e pra cá.

Tempos depois, vi o clipe de “Heart Shaped Box”, do Nirvana na televisão. Aquele padre, aquela cruz, aquele corvo, um hospital e toda aquela representação nada normal mexeram com a minha cabeça. Depois ouvi “Come As You Are”. Pronto. Não havia pessoa no mundo que não me largasse do Kurt e sua gangue. Não preciso nem falar que minha relação com o Nirvana é duradoura e estável, diga a discografia aqui no meu pc.

A maioria das bandas que me davam medo eram de metal, coisas como Slipknot. É… Aquele bando de homem mostrando o dedo para câmera e usando umas máscaras toscas, um bando de Jason Voorhees. Eu sou um menino de família, não posso ver isso! Anos depois, descobri que era uma “boyband”, que usava máscara para a produtora trocar os membros assim que quisessem. Não começei a gostar da banda, mas pelo menos não me assustavam mais.

E assim foi por grande parte da minha infância, bandas como Black Sabbath e o seu vocalista Ozzy Osbourne, hoje, estão entre meus favoritos, mesmo com as histórias de morcego e tantas outras. Mas muitos medos ainda permanecem, ainda não ouso ouvir um disco do Marilyn Manson ou o disco da Xuxa de trás para frente.

Gang Gang Dance – Saint Dymphna

Novembro 26, 2008

Quanto mais escuto um disco, mais detalhista eu fico. Gang Gang Dance é uma banda de Nova York que supriu todas as minhas necessidades por arranjos bem produzidos. A primeira faixa de Saint Dymphna, “Bebey”, inicialmente me deu uma impressão muito estranha, tanto pelos sintetizadores quanto pelo espírito “eu quero ser psicodélico”, mas ao intercalar com um solo oriental, soube que viria boa coisa.

Estranho seria a palavra que me acompanhou durante toda a primeira audição do disco. Desde os agudos gritinhos de Lizzi Bougatsos até a entrada uma flauta doce perdida em “Dust”. Mas o que impressionou foram as batidas da percussão, sempre forte, mas às vezes eram raggae, outras rock e também caiam para a eletrônica.

É definitivamente, um álbum que vem para quebrar tabus, estilos e misturar de tudo um pouco. Tem até uma voz de “Dark Vader” e um micro-rap em “Princes”. É um bom disco, mas só para quem está aberto à novas experiências, no bom sentido da frase.

Muitas músicas não contém letra, ou as poucas que possuem são um pouco fracas. As experimentações, misturas de ritmos africanos com batidas eletrônicas dão um ar de modernidade ao grupo. Entre as britadeiras, gritos e até house, o Gang Gang Dance usa de todas as maneiras para cumprir a missão inicial da banda, fazer você dançar.

You Know You Love Me

Novembro 26, 2008

Que Gossip Girl virou uma febre e seus atores são talentosos, todos já sabiam. Mas agora, uma dentre suas atrizes que decidiu virar cantora e quanto a isso, eu não boto minha mão no fogo.

A corajosa é a Leighton Meester, que interpreta a Blair do seriado norte-americano. Leighton disse que esteve sempre envolvida com a música e agora vai grava um disco, que espera lançar logo.

A atriz não deu muitos detalhes sobre como vai ser o disco, quando vai lançar, que estilo será. Ela só falou mesmo que já está em estúdio.

Mas eu acho que eu posso dar uma dica de como tudo isso vai acabar, você sabe qual era a profissão da Lindsay Lohan antes de decidir ser cantora, pagar calçinha, virar lésbica e blá, blá, blá…?

Late Of The Pier – Fantasy Black Channel

Novembro 25, 2008

Tentar inovar já é tarefa difícil a muitos músicos, conseguirem de fato chegar a algo completamente não feito já é missão quase impossível. Late Of Pier quase chegou lá, se o Louis XIV não tivesse lançado um disco no início do ano. Em uma mistura inusitada de rock com eletrônica, o Late se torna um primo próximo do The Klaxons, se não fosse o lado sombrio.

A inovação trouxe uma terrível primeira faixa, “Hot Tent Blues” parece ter saído de A Lagoa Azul, mas assim que acaba o trauma, a banda inglesa acha uma boa fórmula para o disco e consegue bons hits. “The Bears Are Coming” é um exemplo de bons hits, uma deliciosa mistura de B-52’s com Justice.

O disco parece se perder no tempo, mas com certeza será considerado um dos melhores do ano. As batidas pop lembram o movimento pop dos anos oitenta, as guitarras já remetem a algo mais antigo ainda, bandas consagradas como Rolling Stones. Mas tudo isso remexido com batidas de eletrônica.

“Heartbeat” traz uma volta da disco music misturado ao britpop, algo parecido com os Strokes. Já “Whitesnake” traz um rock bem diferente do comum, mas o que me interessou mesmo foi o teclado, a batida é contagiante e faz o seu pé ficar batendo no chão umas cinquenta vezes. Para quem ouvir de primeira vai achar estranho, por isso aviso logo, aprecie com moderação.

The Holloways – Sinners And Winners

Novembro 25, 2008

“Do It The Right Thing (Faça a coisa certa)”, é essa a mensagem da primeira música do EP do The Holloways e eles fizeram. EP é a sigla de extended play, que é uma espécie de mini-álbum, pois bem, o Holloways já tem até um disco em sua coleção, mas este EP é o primeiro da banda.

Sinners & Winners foi lançado em outubro deste ano e embora ter apenas quatro faixas, tem agradado a vários gêneros, desde a balada country de “PSB”, até a romântica “Forever”. Se fosse para fazer uma comparação com alguma outra banda já do meio musical, diria que eles são a versão feliz do The Fratellis.

Embora não tenha tanto rock na composição da banda, percebe-se umas distorções em “Kill This Day”. Mas a grande influência do grupo inglesa é o rock dos anos 60, as gaitas e os solos bem produzidos ao som do violão são o que mais me trouxe tal semelhança. Holloways já estão gravando o seu segundo disco, ainda sem previsão de lançamento, mas eu já estou aguardando.

The Holloways – Sinners & Winners

Manchetes Do Dia

Novembro 24, 2008

Me veio uma vontade incrível de falar sobre as notícias musicais do dia. Como no fim de semana os jornalistas não pegam “porra” nenhuma e avacalharam com a minha vontade, decidi eu mesmo avacalhar com as notícias.

“Amy Winehouse afirma à imprensa que casamento ‘acabou’”
Depois de dezessetes meses de casamento, Amy e Blake Fielder-Civil se separaram. Duas considerações: durou mais que o casamento do Ronaldo com a Cicarelli (perdi a aposta) e pior teria sido se acabasse a farinha.

“James Blunt se diz animado para cantar para o ‘caloroso’ público brasileiro”
Não é que ele se animou uma vez na vida! E sabemos bem que calor ele quer sentir… Quem se candidata a fazer um equilíbrio térmico, aí?

“Edson e Hudson anunciam fim da dupla e turnê de despedida”
O Hudson não é aquele que lançou um disco de metal!?? E fundou uma banda chamada Turbination!? Que apresentava com o irmão com o nome de Pep e Pupi, não é mesmo? Hãn… Coragem a dele em voltar para carreira solo.

“Michael Jackson não vai a tribunal, mas entra em acordo com xeique”
Espero que não tenha criança envolvida no acordo.

“Aos 7 meses de gestação, Claudia Leitte faz show de três horas”
Tá. Se ela tivesse parido o menino durante o show teria sido muito mais emocionante.

Eu disse que não precisava de ninguém para detonar com o meu blog. Faço isso sozinho.