A cada dia, uma nova música. Pelo menos assim segue a minha vida há um bom tempo, todo dia é um novo humor, um ânimo diferente, uma necessidade descontrolada de ouvir algo inovador. Porém têm músicas que não saem do meu playlist, ou melhor, não saem da minha vida, ou pelo menos marcaram algum fato importante.
É sempre assim, todos nós temos aquela canção, aquela música que nos faz parte e sempre achamos que ela “foi feita para a gente“. Isso não precisa nem de exemplo para ser comprovado, é só pegar qualquer relacionamento antigo que você tenha tido e ver que música você ouvia até morrer na época. As “músicas tema” não servem somente para casos amorosos, tem até certas amizades que ganham o embalo de alguma melodia.
Não sei se é um esteriótipo criado por mim ou se é realmente verdade, mas todo mundo tem aquela banda que está sempre presente nos bons e maus momentos. Me pego como rato de laboratório, sou meio bipolar (meio porque não sei se sou, mas meu humor oscila constantemente) toda vez que estou pra baixo, ouço Radiohead. É tiro e queda. Quer dizer, é mais uma queda mesmo, sempre me dá um alívio e parece que o Thom Yorke me entende, tá, eu sei que ele nem sabe da minha existência.
Junto com a minha felicidade vem os Beatles, impossível ser alegre sem “Twist And Shout” ou “Help!”. Beatles é meu, ninguém ouse colocar a mão no quarteto de Liverpool que ele já tem dono. Essa é outra característica de qualquer ouvinte fanático de uma banda, a possessividade. Tudo que nos identificamos é nosso, portanto o Beatles é meu, é meu guia espiritual.
Sim, somos guiados pela música, ou seria só eu? Não importa, mas sempre que vemos uma letra interessante que mostra uma boa linha de raciocínio, levamos o como estilo de vida. Tiremos o exemplo clássico, Legião Urbana, que nunca pensou que o Renato Russo estava certo falar que o para sempre sempre acaba, em “Por Enquanto“.
Somos influenciados pela música e a influênciamos, uma relação de troca inacabável. Tem sempre canções que nos influenciam tanto que chegam a fazer parte de um determinado momento, de uma determinada, de uma determinada vida.
(Estou ouvindo Radiohead, descubra meu humor.)
Beck é um cantor que se perdeu no tempo. Embora tenha lançado um álbum este ano, Modern Guilt, o mesmo parece ter saído de uma caixa de raridades dos anos 60. Isso não é uma crítica não, muito pelo contrário, resgatar o chamado “rock progressivo” fez muito bem ao artista.
O The Verve estourou no Brasil com a bonita “Bitter Sweet Symphony“, do álbum Urban Humns (1997). Para fazer um resumo da obra, a música era uma baladinha romântica e o clipe era o Richard Ashcroft (vocal) andando e cantarolando pela cidade.
Led Zeppelin está quase com o pé na estrada. Quase todos os integrantes da banda querem retornar com a banda, exceto o Robert Plant (vocal) que ainda reluta contra a pressão de fãs. É síndrome de vocalista, sabe? Começa a ficar famoso por carreira solo e aí não volta mais a trabalhar em grupo.
Se tem alguém que está precisando de uns conselhos de amigo é a Christina Aguilera, a cantora deu uma sumida por aí por causa da gravidez, mas agora vai lançar uma coletânea e uma música inédita, o trabalho em questão é “Keeps Getting Better” .
Só que tem banda que não gosta deste ciclo e tenta mudar algo que não tem jeito. Como? Dando uma de Jesus Cristo e tentando ressucitar a banda, mesmo depois da mesma ter decretado o seu fim. O exemplo mais claro é o Sex Pistols, a banda só lançou um álbum (Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols – 1977) e até hoje colhe os frutos do grande álbum, tudo bem que tem compilações, álbuns ao vivo, boxers, mas de disco de inéditas é só um. O melhor de tudo (ou pior) foui o vocalista da banda, Johnny Rotten ter assumido que voltaram por causa da grana mesmo.
Voltar com a banda para não fazer nada é melhor deixá-la no túmulo mesmo. Ou se for para fazer merda e estragar com a impecável discografia da banda é melhor o túmulo também. Além de manchar o nome do grupo, os cantores tentam fazer uma roupagem nova, achando que são “os jovens do novo milênio”, não é New
Lady Gaga é uma jovem americana que tirou dos grandes mestres do pop uma valiosa lição: como fazer as pistas de dança lotarem. Para alcançar o estrelato a cantora seguiu alguns passos: ela escreveu músicas para artistas como Pussycat Dolls, conseguindo espaço entre as gravadoras. Depois, ela compôs uma música para ela cantar e com um refrão bem chiclete pra todo mundo ficar com “Just Dance” na cabeça.
Uma das relações mais conturbadas da música é a banda The Smiths, desde que o grupo se separou em 1987 todos os anos os fãs falam de uma possível volta, nem que seja para pelo menos um show, mas dizem. A especulação do momento está em volta do Festival De Coachella, que rola ano que vem na Califórnia, EUA.
Avenged Sevenfold é uma banda americana que faz um som bem pesado, na maioria das vezes é melhor até falar som mesmo, já que é praticamente impossível de classificá-lo, embora seja hard rock, Avenged não segue os tabus do rock.
O décimo terceiro trabalho do The Cure está sendo lançado e 4:13 Dream trás a mesma boa e velha pegada que a banda tinha nos anos oitenta. O disco segue duas linhas completamente opostas, porém complementares: ou as músicas têm um quê de “Boys Don’t Cry” ou são totalmente introspectivas.














