10º Lugar - La Roux.
Teclados. Cabelos ruivos. Anos 80. Pop. E aí vai, vai… Essas são algumas das características de La Roux, dupla inglesa formada em 2008 que teve neste ano seu primeiro disco lançado. Conquistando as festas, a banda já tem seu cd entre os mais vendidos de Uk e Irlanda.
9º Lugar – Dead Weather
Quando artistas já consagrados formam uma banda sempre há aqueles que esperavam mais. Foi assim com o Nove Mil Anjos (what a fuck?) e assim será com o Crooked Vultures. O Dead Weather não fugiu da regra: o cd possui ora canções boas, ora canções fracas – mas sempre fazendo muito sucesso.
8º Lugar - Telepathe
Resume bem: synthpop. Esse é o estilo das garotas do Brooklyn que lançaram o seu primeiro disco este ano, Dance Mother (2009). Abusando de qualquer barulho da eletrônica, a dupla é uma das grandes apostas deste ano. Tudo isso graças a “So Fine”.
7º Lugar - Twisted Wheel

Três garotos de Manchester inspirados pelo Oasis decidem formar uma banda. Pronto, daí saiu o Twisted Wheel. Banda de indie rock famosa por suas guitarras e vocais gritados do Jonny Brown. Influenciado pelo punk, o trio ainda guarda marcas do pop e serve até pra fazer a gente dançar.
6º Lugar - The xx
Talvez uma das bandas mais estranhas lançadas este ano. The xx é um conjunto de barulhos estranhos em teclados, um vocal suave e uma tentativa de inovação. O problema é que o grupo inglês não conseguiu manter o nível durante todo o primeiro cd da banda. Uma pena.
5º Lugar – The Joy Formidable
Com apenas um cd de oito faixas lançado em fevereiro, The Joy Formidable não é do tipo de banda que faz sempre música boa. Mas, quando acerta, a gente ouve coisas como “Cradle” e “The Greatest Light Is The Greatest Shade. Ou seja, sem mais comentários.
4º Lugar - Ramona Falls

Chega a me dar dó ver as pessoas não dando a mínima para o projeto do Brent Knopf. Com o objetivo de ser experimentalista, Ramona Falls é um ótimo trabalho para quem quer descansar. Nada de guitarras, nada de agitação ou gritaria. Tinha tudo pra ser um tédio, mas não. Vai por mim, é pura animação.
3º Lugar - Florence And The Machine
Só consigo pensar em uma coisa: “Que voz, meu Deus! Que voz!”. Isso é a síntese do que significa a Florence para mim. Uma das sensações do ano, Florence Welch perpassa o indie, o pop, o soul e muito mais. A inglesa já foi elogiada por vários críticos e só tem o que comemorar.
2º Lugar – The Pains Of Being Pure at Heart
Se as palavras distorções, guitarras e rock te causam repulsa é porque ainda não ouviste The Pains Of Being Pure At Heart. O quarteto de Nova York não faz só um shoegaze, ele mistura o pop, indie e tudo acaba saindo muito melódico. Prova disso é que, quando a música começa a tocar, todo mundo canta junto.
1º Lugar - White Lies

O White Lies não é só mais uma banda a ser influenciada pelo Joy Division e fazer um som mais “dark”. Os garotos da Inglaterra possuem uma arma secreta: Harry McVeigh. Sim, o vocalista é uma das coisas mais marcantes da banda e, se não fosse Harry, as coisas poderiam acabar assim…
Se já era difícil pro Dan Black não desafinar numa música em agudo, imagina agora sem sua aparelhagem eletrônica de companhia. Tarefa difícil, mas bem executada.
Com apenas o violão, o cara cantou “U + Me” que está no seu último álbum, Un (2009).
Hit: sm Música que faz muito sucesso.
Canção que é excessivamente tocada nas rádios e faz todo mundo cantar junto.
Típico da música pop, um bom hit pode te animar ou te irritar bastante – caso não goste.
10º Lugar - “Single Ladies”, Beyonce
Eu não preciso nem comentar quão foi avassaladora esta canção – um ritmo quebrado, uma letra que embala qualquer tiazona solteira e uma porção de gente tentando dançar igual. Aliás, eu nem devo. O Kanye West sempre vai falar por mim.
9º Lugar - “Paparazzi”, Lady Gaga

Não, essa não é uma lista de canções pop, mas convenhamos que este é o ano da Lady Gaga. Seja pelos tablóides como hermafrodita ou pelo seu disco, a cantora dominou as rádios e teve “Just Dance” como uma das canções mais tocadas do ano – só que “Paparazzi” é bem mais divertida.
8º Lugar - “Stillness Is A Move”, Dirty Projectors
Dirty Projectors não fez nenhum sucesso no mainstream, mas foi muito bem recebida entre a galera indie. Com arranjos bem construídos e diversificados, Bitte Orca (2009) mostrou ser um disco que agrada à muitos – ganhando até um 9,2 da Pitchfork.
7º Lugar – “Stuck On Repeat”, Little Boots
Eu sei que já falei mal da Victoria Hesketh, mas sei admitir que ela fez uma única ótima canção: “Stuck On Repeat”. A música é banhada pela eletrônica e contagia à qualquer um. Sucesso garantido nas festas.
6º Lugar - “Just Do It”, Copacabana Club

Com apenas um ep lançado, o Copacabana Club tornou um dos maiores produtos de exportação brasileiro. A banda de Curitiba mostrou que ainda há inovação no cenário underground brasileiro e tem muito talento por aí. Basta procurar.
5º Lugar - “Where Did All The Love Go”, Kasabian
Sendo uma das bandas mais bem comentadas, o Kasabian é uma das bandas de rock mais criativas. Tudo isso graças à mistura de rock e pop. E, no caso de “Where Did All The Love Go”, o violino contribuiu muito para um arranjo, no mínimo, interessante.
4º Lugar - “Heads Will Roll”, Yeah Yeah Yeahs
Todo mundo ama a Karen O – impossível não adorar seus gritinhos agudos. Então se juntar um teclado ao som dos oitenta… Pronto, você tem “Heads Will Roll”. A música não agradou aos fãs conservadores do YYY’s, mas uma galerona se animou toda pra dançar até morrer.
3º Lugar - “Você Já Teve Mais Cabelo”, Poléxia
O Poléxia acabou sem sentir o gosto da fama, mas quem ouviu sabe o quão bom é. A Força do Hábito (2009) é o último cd lançado e me agradou bastante. “Você Já Teve Mais Cabelo” é o meu xodó, uma das músicas mais bem construídas do ano: boa letra, vocal, arranjo… Não caiu no gosto popular, mas tem o seu valor.
2º Lugar – “No You Girls”, Franz Ferdinand

Resume bem o que foi 2009: Franz Ferdinand. Sem dúvida. Lançaram um dos melhores discos do ano, ”No You Girls” é incrível e receberam boas críticas. Agora, pena que o Kapranos não está no seu melhor estado.
1º Lugar - “Use Somebody”, Kings Of Leon
Ok, o último disco do Kings Of Leon não merece tantos elogios. Only By The Night (2009) não superou as expectativas, mas foi salvo por “Use Somebody”. Sendo uma das boas canções do cd, virou hit e, atualmente, é cantada como hino nos shows. Incrível o poder destes quatro minutos de canção.

Eles faziam Comunicação Social na UFPR, mas acabaram parando nos palcos e sendo uma das bandas mais comentadas do país.
Sabonetes foi formada em Curitiba por quatro garotos no ano de 2004. Atualmente, a banda conta com um ep lançado, Descontrolada (2008), e um disco no forno, que será lançado ainda este ano.
A banda já passou por algumas modificações na sua formação – como os baixistas Salim Oh e depois o Rodrigo. Como a banda lida com essas alterações e como estas têm influenciado nas músicas?
Exige um período de adaptação, a começar pela busca pelo integrante novo. Mas lidamos da melhor maneira com isso, naturalmente. Perde-se quando alguém vai embora mas sempre há um ganho com uma nova pessoa a bordo.
No Myspace, a banda se define como:
“Essa esquizofrenia reflete o ritmo de uma nova geração. São pessoas que se permitem não ter preconceitos. Que gostam do disco-punk nova-iorquino e da nossa bossa nova.”
Pra vocês, de maneira geral, o rock brasileiro está antiquado e um tanto quanto sem inovação?
Este trecho, na verdade, não fala necessariamente da banda, mas fala também. Ele se refere ao fato de a gente gostar e escutar muitas coisas diferentes, desde Cartola até MGMT, passando por B52’s, o que se percebe em cada vez mais pessoas hoje.
Sobre o rock brasileiro, existem muitas bandas boas! Ficaria horas escrevendo nomes de bandas aqui e com certeza esqueceria vários nomes de bandas legais. O que está sem graça é a música que circula no mainstream. Poucas coisas realmente são legais. O que está sendo feito de mais legal e rico está no underground. Costumo dizer que estes são os verdadeiros artistas. São pessoas que tem que ser virar em trinta pra conseguir pagar o aluguel, mas mantém sua arte. Sua banda.
A banda assume ser influenciada pelo rock gringo, até mesmo fará um show tocando músicas do Franz Ferdinand. Além do Franz, que outros grupos fazem a cabeça de vocês?
Na verdade escutamos mesmo os discos mais velhos. A gente nunca cansa dos clássicos. Muito Beatles, Clash, Hendrix. E muita música brasileira. Clube da Esquina é magnífico. E o ultimo disco do Otto está fantástico.
A banda costumava postar vídeos com a agenda do mês – a última foi em julho. O que houve? A agenda ficou muito cheia pra caber no Youtube?
Cara… houve a nossa mudança pra São Paulo. Muita correria. Mas prometemos reviver as Video Agendas muito em breve.
Sair do rock cru que vocês faziam no início da carreira e deixar as músicas mais pop, foi por motivos comerciais ou uma transformação natural?
A nossa música é a mesma. Talvez confundam um pouco o fato de que agora elas estão melhor gravadas, com mais qualidade, com maior esmero no arranjo, o que com certeza deixa o som menos cru. A única mudança por motivo comercial que me recordo foi quando o Caja cortou o cabelo pra participar de um comercial de uma faculdade. Tirou uns trocos pro aluguel.
Em 2008, Sabonetes lançou o ep Descontrolada, três músicas que tiveram grande repercussão na web e foram gravadas em apenas oito dias com produção do Tomás Magno. Como aconteceu essa parceria e ela continuará para o álbum?
Fomos apresentados ao Tomás através do Dary Jr, vocalista do Terminal Guadalupe e que havia gravado um álbum em 2007 com uma sonoridade inédita em Curitiba. Queríamos aquilo pra gente, entramos em contato e assim aconteceu tudo. O álbum também foi produzido pelo Tomás e estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado.
O Sabonetes postou ultimamente um vídeo com os bastidores de “Nanana”. Como é que foi a produção do clipe e quando ele será lançado oficialmente?
Houve algumas mudanças de planos. Vamos lançar o clipe de “Quando ela tira o vestido”. Ele foi produzido por nós mesmos e alguns amigos. Deve entrar no ar em menos de uma semana.
O primeiro cd está previsto para dezembro, certo? O que a gente pode esperar deste álbum?
Eu espero que vocês gostem. A gente gostou muito. Apesar de ser uma coletânea das melhores canções que escrevemos nestes 5 anos de estrada, o disco tem uma identidade. Conseguimos traduzir em 11 faixas o que a banda é hoje.
E o que você pode adiantar sobre esse disco?
Tem uma arte linda, cara! Feita por @janaralopes.
Um álbum que você gosta muito.

London Calling do Clash, vale?
Então, pergunta básica: qual é a verdadeira história sobre o nome Sabonetes e qual foi a história mais cabulosa que vocês já inventaram?
A história verdadeira é a total despretensão. Começamos a tocar por diversão e colocamos um nome de brincadeira. A diferença é que agora a gente acredita na brincadeira e vive essa diversão. Já inventamos várias histórias, cara. Algumas são bem boas, outras nem tanto. Posso contar algumas delas quando a gente se cruzar em algum bar, combinado?
Ps.: É, a entrevista foi feita já tem um tempo e a banda liberou hoje o clipe de “Quando Ela Tira o Vestido”. Confira aqui:
Ok, o Echo & the Bunnymen pode ser uma das bandas mais convencidas do mundo. Eles se acham o máximo, mas… Veja bem esta apresentação de “Think I Need It Too” no programa americano Jimmy Kimmel Live. Aliás, pra quem não sabe, a banda lançou disco novo, o décimo primeiro da carreira, chamado The Fountain (2009).
Tem como não amar?
Faz um tempo que circula na internet que o novo disco do MGMT seria Congratulations (2010).
Bem, é verdade.
O álbum, que deve sair em março, está de acordo a banda está mais dark. Mas não se preocupem, meus pequenos indies. São palavras do próprio Andrew James:
“It’s us trying to deal with all the craziness that’s been going on since our last album took off. Sometimes it just doesn’t feel natural.”
Daqui a aproximadamente um mês, o Stereophonics lançará o seu sétimo disco. Keep Calm And Carry On (2009) contém doze faixas e terá uma versão especial com um DVD. Dentre elas estará “Innocent”, o primeiro single do grupo.
Para quem ainda não viu, o vídeo da mesma está aqui:
Eu iria até tentar salvar a pele da Little Boots, mas não dá. A cantora me decepcionou fortemente com “Remedy” e não tem mais volta.
“Earthquake” é o novo single da cantora e é simplesmente mais do mesmo. A mesma música pop. O mesmo teclado. Os mesmos efeitos especiais.
Se duvidar, até a mesma cor de cabelo.
Depois de uma pausa, o LCD Soundsystem parece ter voltado ao trabalho.

Mas não se empolgue, pois não estou falando de nenhum álbum novo. É só mais uma música, especificamente “Bye Bye Bayou”, cover do Alan Vega. A canção, que será lançada dia 07/11, já se encontra disponível para download e está incrível.
Tem uma pegada oitentista e bastante influenciada pela new wave.
Mas, infelizmente, o LCD ainda não deu sinal de vida e parece que, para este ano, não teremos disco novo.
Retiro o que disse. Sou obrigado a dar o meu braço à torcer e admitir que “Cornerstone” é um excelente single.
A música me conquista cada vez mais, a voz do Alex só me encanta e eu estou só os amores com o Arctic Monkeys – no bom sentido, é claro. Humbug (2009) continua sendo um dos melhores discos do ano, mas os garotos estão numa insistência de fazer clipe pastelão.








